Sinergia da Telefônica com GVT é de R$ 16,2 bi, bem acima da previsão inicial


A Telefônica Vivo, em reunião com analistas hoje, 29, para apresentar o resultado do segundo trimestre de 2015 refez as contas das sinergias que serão obtidas com a compra a GVT. E elas serão bem maiores do que a previsão da Espanha, passando de R$ 9,6 bilhões para R$ 16,2 bilhões a valor presente.

Segundo o CEO da Telefônica/Vivo,  Amos Genish, em vez de ganhos de R$ 9,6 bilhões inicialmente previstos, a sinergia operacional com a fusão das duas operadoras será de R$ 16,2 bilhões. “Reavaliamos os números e há muitos ganhos, inclusive com cross seling que não estavam nas contas iniciais”, afirmou ele, assinalando que esta reavaliação pode não se confirmar inteiramente, a depender da piora da economia brasileira.

Conforme a novas projeções, os ganhos de receitas com a fusão das duas empresas passam para R$ 5,5 bilhões ao invés dos R$ 2,7 bilhões apontados na due dilligence realizada pela Telefónica de Espanha para a compra da GVT. Nestes novos ganhos estão sendo consideradas a venda cruzada de serviços móveis e fixos para clientes da Telefônica Vivo e da GVT  e integração do portfólio.

As sinergias de Opex (custo operacional) aumentam de R$ 3,9 bilhões para R$ 6,6 bilhões. Para elevar essas projeções, além da redução de custos com conteúdo de TV e melhor uso das duas redes, a nova gestão levou em consideração a adoção de um novo modelo nas operações de São Paulo e a antecipação de 2017 para 2015 do novo desenho organizacional. Há também economias com aluguel de linhas dedicadas de outras operadoras.

Há ainda aumento de sinergia fiscal devido à diferença cambial entre o anúncio da compra, que foi em agosto de 2014 e a sua efetivação, que se deu em maio de 2015. Neste período, como aumentou o valor da transação em reais, também cresceu o impacto da sinergia fiscal prevista inicialmente em R$ 4,5 bilhões, para R$ 5,9 bilhões.

FTTC

No que se refere à mudança operacional em São Paulo, Christian Gebara, Chief Revenue Officer, afirma que a empresa vai implementar também o modelo de rede adotado pela GVT, que é o de levar a fibra até o ponto mais próximo da casa da pessoa, mas não até a casa, conhecida como FTTC (fiber to the curb), para ampliar a capacidade de cobre da rede da Telefônica. “Onde temos redes de cobre, vamos levar a FTTC para ampliar a oferta de banda larga, mas continuaremos também a construir a FTTH”, afirmou o executivo.

Ao levar a banda larga mais rápida pela rede de cobre, a Telefônica também pretende incrementar a oferta do serviço de DTH, além do IPTV, que continuará no FTTH.

A Telefônica Vivo apresentou hoje, 28,o  resultado operacional do segundo trimestre de  2015, quando registrou receita bruta de R$ 16 bilhões e EBITDA de R$ 3,13 bilhões.

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