Sindisat quer banda de guarda de 40 MHz na 5G. Abrint é contra.


Para a entidade que representa as operadoras de satélite somente com a proteção dentro da frequência de 3,5 GHz é que esses serviços estarão protegidos de interferência. Já para a Abrint, essa proteção iria “desperdiçar” espectro de forma conservadora.

O Sindisat – entidade que representa os prestadores de serviços de telecomunicações via satélite – e a Abrint – que representa os ISPs – têm posição distintas sobre como deveria ser ocupada a faixa de 3,5 GHz, que será destinada para a tecnologia móvel de quinta geração, a 5G. Na consulta pública sobre os requisitos técnicos para a ocupação dessa frequência lançada pela Anatel e encerrada essa semana, o Sindisat defende que, para proteger os serviços satelitais, a banda de guarda (ou a faixa de proteção) deverá ser de 40 MHz e deverá ser criada abaixo de 3.700 MHz.

Afirma a entidade: “Anatel está considerando a utilização da faixa 3,3-3,7 GHz, hoje atribuída a outros serviços, para IMT, deixando a faixa 3,7-4,2 GHz para uso do Serviço Fixo por Satélite. Existem filtros que permitem um isolamento aceitável com 20 MHz de banda de guarda, porém, estes filtros introduzem perdas de inserção e incremento na temperatura de ruído no sistema que implicam em uma degradação de throughput maior que 30%, que o Sindisat considera não ser aceitável”. Por isso, alega o Sindisat, a banda de guarda deverá ser de 40 MHz e dentro do espectro a ser destinado para a 5G.

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Já para a Abrint, “a utilização/bloqueio ou reserva de “banda de guarda uniforme” em parte da faixa de 3.600 a 3.700MHz consiste na medida mais ineficiente para o avanço do 5G no país, na medida em que “desperdiça” espectro de forma conservadora, sem avaliação do cenário real em cada região. Defende-se ainda que a adoção de uma banda de guarda uniforme nesta faixa não deveria ocorrer, sob pena de tal medida afetar a modelagem dos blocos da licitação, notadamente o das PPP (prestadores de pequeno porte).

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