Setor de TI descarta demissões em função da Covid-19


O setor de TI pouco sentiu os efeitos da crise sanitária e, por isso, não planeja demissões. Levantamento interno realizado pela Brasscom, entidade que reúne quase uma centena de empresas do setor de tecnologia da informação, mostra que apenas 3,45% dos associados demitiram ou pretendem demitir em razão da pandemia de covid-19.  Outros 10,34% vão contratar, enquanto 41,38% não vão demitir e 41,83% farão desligamentos que já estavam previstos antes de a situação de emergência eclodir.

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A pesquisa foi encerrada no dia 16 de abril de 2020 e contou com a participação de 32 empresas, representando uma amostragem de 40% da base da associação. Além de buscar os reflexos sobre empregos e demissões, o levantamento abordou o reflexo direto sobre os negócios. Conforme o material, 43,33% dos respondentes afirmaram que o impacto da inadimplência de clientes é baixo no momento. Outros 36,67% consideram esse impacto moderado. Para 6,67% não há caso de devedores ainda, enquanto para 13,33% o impacto já é muito alto.

Fluxo de Caixa garantido

Ainda assim, as empresas de TI se mostram bem posicionadas para lidar com a crise. Para 48,28% delas o fluxo de caixa permite honrar compromissos por um período de dois a três meses. Outras 48,28% das empresas têm caixa para um período além de três meses. Apenas 3,45% têm caixa para menos de um mês.

Os números da pesquisa mostram que o home office foi adotado em massa na maioria das empresas como forma de prevenção do contágio. Apenas 6,9% das respondentes disseram que menos de 75% dos trabalhadores não estão trabalhando de casa. Enquanto 44,83% das empresas de TI estão operando com 100% dos funcionários remotamente.

A pesquisa mostra ainda que para as empresas, das medidas de governo anunciadas, a possibilidade de redução  da jornada de trabalho foi a mais relevante, seguida do gerenciamento de férias.

Desoneração da folha

O levantamento demonstra também que, embora não faça parte do pacote de governo para salvar empresas, a desoneração da folha de pagamentos é vista como prioridade. A medida, que reduz encargos sobre contratações no setor, está prevista para se encerrar em 2021. A entidade pleiteia a desoneração em todos os setores, como parte da reforma tributária em discussão no Congresso Federal. Para 62,07% dos associados o impacto da manutenção da desoneração seria “muito alto”.

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