Setor de telecom encolhe este ano, mas está otimista para 2017


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O setor de telecomunicações encolheu este ano. Os resultados de receitas, investimentos ou base de clientes estão menores do que 2015, aponta o SindiTelebrasil. ” A incerteza econômica e política deste ano foi muito alta. Mas 2017 promete ser melhor, principalmente porque haverá mais segurança jurídica, com a aprovação do PL 3453, e com a eleição de novos prefeitos, que entendem a necessidade de infraestrutura de telecom para as cidades”, afirmou hoje, 13, o presidente da entidade, Eduardo Levy.

Embora os números ainda sejam parciais, o desempenho do setor foi inferior ao do ano passado. Até setembro, a receita bruta era de R$ 170 bilhões, 2,7% a menos do que os R$ 174 bilhões do mesmo período de 2015. Os investimentos caíram ainda mais: até setembro as empresas investiram 10% a menos – R$ 17,2 bilhões contra R$ 19,1 bilhões de setembro de 2015.

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O último trimestre do ano é aquele no qual há o maior volume de investimentos das operadoras, mas mesmo assim as projeções da entidade indicam que haverá queda em relação ao ano passado. Em 2015, por exemplo, se até setembro as empresas investiram R$ 19,1 bilhões, elas fecharam o ano com investimento total de R$ 28 bilhões. Para Levy, mesmo com essa queda, os resultados apontam que o Capex de 2016 ficará na média  dos últimos anos (em 14 até setembro as empresas tinham investido R$ 20 bi; em 13, R$ 17,6 bi; em 12 R$ 16,5 bi).

Base de clientes

Na telefonia móvel, em outubro deste ano o número de acessos  já era 10% menor do que em 2015 – 248 milhões contra 274 milhões. Na telefonia fixa, a queda é de 6% – de 41 milhões de telefones contra 44 milhões no ano passado. Segundo o SindiTelebrasil, desta vez, tanto as linhas das operadoras autorizadas (que têm menos obrigações, como a NET e GVT) como as das concessionárias, caíram.

A TV por Assinatura está 2% menor do que o mesmo período do ano passado (18,9 milhões contra 19,4 milhões em outubro) e a banda larga fixa e móvel cai 1,6% – hoje está em 223 milhões e em outubro de 2015, era de 226 milhões. A entidade considera em seus números todos os acessos em banda larga – o que inclui os chips M2M (máquina a máquina). Para o sindicato, a banda larga dos chips máquina a máquina não cresceu o esperado porque a redução tarifária promovida pelo governo (que cortou a taxa do Fistel, que, na hora da instalação passou de mais de R$ 26, para R$ 5,86 e a taxa de manutenção  caiu para R$ 1,99) não é suficiente para viabilizar o negócio.

Novo cenário

Para Levy, a mudança na Lei Geral de Telecomunicações (LGT), com a futura aprovação do PL 3453 trará  mais segurança para os investidores, pois irá acabar com os bens reversíveis e com a renovação das outorgas de frequências, medidas que, por si só, atraem mais investimentos, afirma.

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