Setor de Serviços terá dificuldades para reduzir alíquota de 12%, diz Fenacon


A proposta do governo de unificar a alíquota do PIS e da Cofins em 12% representará um aumento de carga de tributária para todos os setores da economia, mas principalmente para serviços, como o de telecomunicações. É a avaliação de Sérgio Approbato, presidente da Fenacon (Federação Nacional das Empresas de e Serviços Contábeis e das Empresas de Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisas).

“Essa alíquota absurda de 12% é uma pancada no fígado de todo mundo”, afirmou Approbato ao Tele.Síntese. Em especial, destacou que o setor de serviços será mais atingido porque tem menos possibilidades de obter créditos para amenizar o aumento nominal comparado às duas atuais alíquotas (de 3,65% e de 9,25%). Inclusive no caso da menor, que também passará para o sistema não-cumulativo, o que permite diminuir a base de cálculo do tributo.

Grande aumento

Segundo o presidente da entidade, apesar de atingir todos os setores, a indústria e o comércio terão impacto menor, porque têm mais gastos com insumos e outras despesas, em contraposição ao que o governo anunciou. “Falam que vai entrar no cálculo apenas a diferença nas fases da  tributação, naquele enrolation [enrolação] todo que, na verdade, quem desconhece a carga tributária não sabe nem perguntar direito. Mas a verdade é que esse aumento é muito, muito grande”, reforçou.

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Isso acontece tanto para os que pagam 3,65% cumulativo, quanto os que pagam 9,25% não-cumulativo, calculou Approbato, detalhando que o aumento nominal será, respectivamente, de 228% e  29%. 

“O governo diz que está gerando crédito de destino. Mas não sei como vai fazer, porque [a questão] não está regulamentada é não sei como será a modulação disso”, apontou.

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