Senado quer avaliar dados da UIT sobre altos preços da telefonia no país


A CCT (Comissão de Ciência e Tecnologia) do Senado aprovou a criação de um grupo de trabalho que analisará as causas dos altos preços dos serviços de telefonia no país. Segundo relatório divulgado recentemente pela UIT (União Internacional de Telecomunicações), o consumidor brasileiro é o que paga mais caro pelo uso de telefone celular entre …

A CCT (Comissão de Ciência e Tecnologia) do Senado aprovou a criação de um grupo de trabalho que analisará as causas dos altos preços dos serviços de telefonia no país. Segundo relatório divulgado recentemente pela UIT (União Internacional de Telecomunicações), o consumidor brasileiro é o que paga mais caro pelo uso de telefone celular entre usuários de 154 países. Também desembolsa bem acima da média mundial pelo telefone fixo e para se conectar à internet.

As operadoras de telefonia alegam que a culpa é da alta tributação dos serviços e pretendem enviar contestação expressa ao órgão internacional. A Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), por sua vez, solicitou no final da semana passada às superintendências de Serviços Públicos e Serviços Privados e à Assessoria Internacional, uma avaliação do estudo da UIT. É possível que a agência também proteste contra o levantamento.

O grupo de trabalho, que será coordenado pelo senador Gerson Camata (PMDB-ES), estudará ainda mecanismos de ampliar o acesso à banda larga no país.

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Planos de trabalho

A CCT também aprovou o convite aos ministros de Ciência e Tecnologia, Sérgio Rezende, e das Comunicações, Hélio Costa, para apresentarem seus planos de trabalho para o biênio 2009-2010. Rezende participará de audiência na comissão na próxima quarta-feira (18) e Hélio Costa apresentará seus planos aos membros da CCT na quarta-feira seguinte (25).

O presidente da comissão, senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA), ressaltou a importância de se estimular o desenvolvimento tecnológico do país na atual conjuntura internacional, marcada pela recessão e pelo desemprego. "Em um momento de crise, os investimentos em Ciência e Tecnologia se tornam ainda mais importantes. Por meio da inovação, poderemos retomar o caminho do desenvolvimento", disse Flexa Ribeiro. (Da redação)

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