Sem fibra nas cidades do interior, Brasil não terá 5G, nem 4G.


O mundo maravilhoso prometido pela tecnologia 5G de comunicação móvel — com carros conectados, tráfego coordenado, monitoração da saúde individual e supervisão online dos acidentes, indústria com manutenção na nuvem, para ficar em alguns exemplos — corre o risco de nunca chegar à maioria das cidades brasileiras. Isso porque a telefonia móvel chega a cerca de 3 mil municípios brasileiros por meio de conexão de rádios TDM.

“Sem fibra, não dá para ter 5G. Na verdade, não dá nem pra ter 4G”, disparou Wilson Cardoso, diretor de Tecnologia para a América Latina da Nokia Networks. Com ele, concordaram Edvaldo Santos, diretor do Centro de Inovação para América Latina da Ericsson, e Rubens Milito Mendonça, gerente de Soluções Wiereless da Huawei, ao participar do debate sobre a tecnologia 5G no Encontro Tele.Síntese sobre “A gestão do espectro”, realizado hoje em Brasília pela Momento Editorial.

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De acordo com Wilson Cardoso, o volume de investimentos para levar fibra a esses municípios, segundo estudo feito pela Nokia Networks, “é da ordem de dois dígitos de bilhões de reais”. Assim, ele acredita que só a junção de esforços do governo e das operadora vai permitir fibrar o Brasil e levar banda larga de qualidade a todas as cidades.

Para Edvaldo Santos, da Ericsson, esse movimento vai acabar sendo impulsionado pelo consumidor, que quer serviços de melhor qualidade. “Sou otimista. Acho que a 5G chega ao Brasil em 2022, 2023, uma adoção com um gap menor do que ocorreu com a 2G, a 3G e a 4G”, disse.

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