RNP pretende chegar em16 cidades-polo do Nordeste pela rede da Chesf em 2021


Diretor-geral da RNP, Nelson Simões / Foto: Facebook/RNP

O ano de 2020 trouxe muitos desafios para diversos setores da economia, inclusive o de telecomunicações, o que tornou a tecnologia uma grande aliada. Dentro deste cenário, a Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP), organização Social (OS) vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), teve diversos avanços em relação à conectividade por meio de seus projetos que mudaram a realidade de diversas estudantes e instituições de ensino ao longo do período.

Um exemplo foram os programas Norte e Nordeste Conectados, do Ministério das Comunicações, que têm como objetivo levar infraestrutura de fibra óptica de alta velocidade, a 100 Gbs, para institutos federais, estaduais e privados, sobretudo nas regiões Norte e Nordeste do Brasil.

Em 2020, três novas conexões de alta capacidade (100 Gbs) foram ativadas – o circuito entre Fortaleza (CE) e Salvador (BA), e dois circuitos ligando Macapá (AP) a Manaus (AM) e Belém (PA), que contribuíram diretamente para o projeto da Sétima Geração da Rede Ipê, que pretende construir uma infraestrutura de comunicações avançada nas demais regiões do país, para levar internet de altíssimo desempenho para a comunidade de ensino e pesquisa.

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Além disso, através do Programa Nordeste Conectado, foi possível conectar seis cidades no interior do Brasil: Campina Grande (PB), Petrolina (PE), Caicó (RN), Mossoró (RN), Caruaru (PE), e Juazeiro (BA). Até o fim de 2021, pretende-se atender diretamente 16 cidades-polo, através da transmissão de dados pela infraestrutura da Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf). A expectativa é chegar até 77 localidades do Nordeste em quatro anos.

Em 2020, a RNP atingiu um importante marco, com o registro de todos os seus 39 blocos IP na infraestrutura RPKI mundial, e assim elevando o nível de maturidade de segurança de sua rede. O projeto RPKI (Resource Public Key Infrastructure) é um sistema de certificação que valida os blocos de roteamento IP de origem e permite evitar ataques de segurança, como os de sequestro de tráfego, conhecidos como hijacking.

Além disso, o período foi marcado pela injeção de recursos do Programa Veredas Novas Estaduais, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), que permitiu com que quatro novas redes metropolitanas entrassem em operação: duas no Paraná, em Ponta Grossa e Londrina, e duas em Pernambuco, Caruaru e Garanhuns, além da extensão da cidade digital em Guanambi (BA).

“Em 2021, estão previstas mais ativações de 100 Gb/s em outras regiões do país, a partir do compartilhamento de infraestrutura tanto com outras empresas de energia elétrica como provedores. Chegar com 100 Gb/s até a instituição usuária, principalmente fora das capitais, ainda é um desafio para os próximos anos, mas já estamos trabalhando para isso”, afirma o diretor de Engenharia e Operações da RNP, Eduardo Grizendi. (assessoria de imprensa).

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