Reviravolta no Senado: PL 3453 ainda pode de ser adiado para o próximo ano


Apesar do otimismo do governo, que já falava em sancionar a reforma de telecomunicações na tarde de hoje, 16, o PT conseguiu se reorganizar e angariar duas assinaturas fora da legenda para adiar a aprovação PL 3453 (ou PLC 79) para o próximo ano. Além de oito senadores do PT, o peemedebista Roberto Requião e Randolfe Rodrigues, da Rede, assinaram o requerimento para que o projeto seja apreciado no Plenário do Senado Federal. Mas ele ainda não foi apresentado à Mesa da Casa.

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Apesar do otimismo do governo, que já falava em sancionar a reforma de telecomunicações na tarde de hoje, 16, o PT conseguiu se reorganizar e angariar duas assinaturas fora da legenda para tentar adiar a aprovação   PL 3453 (ou PLC 79) para o próximo ano.

Ontem, 15,  o Tele.Síntese havia publicado que o projeto iria direto para a sanção presidencial, baseado em avaliação de que o senador Jorge Viana, do PT do Acre, teria convencido a bancada do partido. Na verdade, Viana havia convencido  um dos senadores petistas que apoiavam o pleito a retirar o seu apoio e evitar  que o projeto fosse encaminhado ao Plenário do Senado.

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Os demais membros da bancada resolveram dar o troco e angariar apoios fora da legenda. O requerimento conta agora com 10 assinaturas, uma a  mais do que a necessária. São oito petistas que assinam o pedido para que o projeto seja apreciado no plenário, além do peemedebista Roberto Requião, e de Randolfo Rodrigues, da Rede.

Até que o pleito seja apresentado à Mesa – hoje é o último dia – haverá pressão de todo o lado para que pelos menos três senadores desistam dessa estratégia.

Embora diferentes interlocutores avaliem que a proposta conta com ampla maioria parlamentar, inclusive na oposição (Vanessa Grazziotin, do PCdoB não incorporava a lista),  e será votada rapidamente no plenário do Senado, o adiamento da aprovação do projeto para o próximo ano deixa todos que os que o defendem bastante intranquilos. Principalmente devido ao frágil apoio  do governo Michel Temer e da ampliação das denúncias sobre os políticos do PMDB na Lava Jato, que apura a corrupção nos poderes Executivo e Legislativo, o que pode ampliar a crise política.

Estão assinando o requerimento para que o projeto seja avaliado pelo Plenário do Senado:

Os petistas: Angela Portela, Fátima Bezerra, Gleise Hoffman (esposa do ex-ministro das Comunicações), Humberto Costa (líder do partido), José Pimentel, Lindberg Faria, Paulo Paim, Regina Sousa.

Pelo PMDB: Roberto Requião (o mais oposicionista parlamentar do partido do presidente)

Pela Rede: Randolfe Rodrigues.

 

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