Replanejamento de canais digitais está pronto


O replanejamento de canais da TV Digital brasileira para acomodação do serviço de banda larga móvel na frequência de 700MHz foi concluído e já foi autorizada sua publicação, a partir de amanhã (25), no Diário Oficial da União (DOU). Agora, falta apenas a cronograma de desligamento dos canais analógicos, em preparação pelo Ministério das Comunicações, para que o plano seja colocado em prática.

A boa notícia, de acordo com Marconi Maya, superintendente de outorga e recursos à prestação, é que foi garantido espaço no espectro para todos os canais, inclusive os públicos. A Associação Brasileira de Emissoras Públicas (Abepec) chegou a questionar, no início de fevereiro, o processo de replanejamento de canais para a TV Digital junto ao Conselho Nacional de Comunicação Social (CSS), do Congresso Nacional, com o argumento de que a metodologia era excludente, uma vez que exigia presença física dos representantes dos canais, algo difícil para os representantes dos canais públicos, que lidam com orçamentos limitados. A Abepc chegou a pedir a paralisação do processo. Para Pedro Osorio, presidente da Abepec, há preocupação quanto ao resultado, porque faltou transparência: “não sabemos onde estamos ficando”, disse ao TeleSíntese.

Para a Anatel, porém, todos foram contemplados. “Não tivemos dificuldade para encontrar espaço. Todos estão no plano”, destacou Maya a este noticiário. As exceções seriam alguns canais secundários das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, onde não foi possível fazer as reuniões presenciais. Mas, segundo Maya, tais canais serão enquadrados no plano, no próximo período.

PUBLICIDADE

No replanejamento, o governo optou por evitar, sempre que possível, alocação de canais que utilizem potência alta no canal 51, o primeiro a ser utilizado pela TV Digital brasileira, para mitigar a interferência com o serviço de banda larga móvel LTE que deve ocupar parte da faixa de 700 MHz a partir da digitalização. A opção foi a alocação, no canal 51, dos canais classe C, de potência mais baixa, sempre que possível.

De acordo com Maya, a única dificuldade do governo está na alocação de novos canais digitais – como o canal da cidadania – em grandes centros como São Paulo, capital e interior, Rio de Janeiro e Brasília, onde o espectro está quase todo tomado. Para acomodação desses canais, o Ministério das Comunicações iniciou, este mês, os testes para uso do VHF alto, que compreende os canais 7 a 13 da TV analógica. Essa parte do espectro vai ficar livre com o desligamento do sinal analógico e a total digitalização da TV. Os testes vão até abril.

O Sistema Brasileiro de TV Digital (SBTVD) previa a operação no VHF alto. Desde 2009, os televisores com recepção digital no país são produzidos para sintonizar essa frequência, de forma que os brasileiros poderiam assistir assim que fosse iniciada a transmissão.

Anterior BrPhotonics ganha seu primeiro contrato
Próximos Vendas de smartphones cresceram 101% em 2013, diz estudo.