Redes 2G e 3G devem “sobreviver” até 2020


A consultoria e empresa de pesquisa Ovum publicou hoje (28) estudo em que projeta a evolução das redes móveis pelos próximos cinco anos. No material, revela que o LTE se tornou acessível com velocidade sem igual, o que o colocou nos planos de praticamente todas as operadoras mundo afora. O problema, porém, é o refarm das frequências GSM e CDMA.

“Para as operadoras em transição, fontes de receita fundamentais, como M2M, voz e roaming, ainda precisam ser consideradas antes de determinar o desligamento de uma rede legada”, explica Nicole McCormick, principal analista da Ovum. Segundo ela, a falta, ou abundância, de espectro usado no 2G ou 3G também vai determinar o ritmo de migração.

Segundo ela, a maioria das operadoras ainda não conseguiriam encerrar o funcionamento de uma rede legada, nem neste, nem nos próxios dois anos. “Não esperamos desligamentos em masse até perto de 2020″, diz. Outros fatores que devem postergar o fim do 2G e do 3G são os custos para atrair o consumidor destas redes para as novas, e o valor de manutenção de uma rede legada. 

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“Acreditamos que em alguns mercados veremos redes 3G serem desligadas antes das redes 2G. A segunda geração ainda é uma importante fonte de receita”, diz a analista. Segundo ela, como LTE cumpre o mesmo papel de acesso à banda larga móvel e voz digital do 3G, mas com mais eficiência, o que facilitaria para as empresas de telecomunicação optar por desligar o 3G antes.

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