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Anuário TeleSíntese

Rede privativa sem complicação

A inovação consiste em simplificar a experiência de implantação e gestão de redes privativas e FWA

Milton Kaoru Kashiwakura – Diretor de Projetos Especiais do NIC.br, Gustavo Correa Lima, gerente de Soluções de Conectividade e Luiz Spera, gerente de Estratégia de Mercado Telecom do CPQD

C2N 

3º Lugar 

Categoria Fornecedores de Software e Serviços 

Empresa: CPQD 

[O Tele.Síntese publica ao longo das próximas semanas as reportagens publicadas no Anuário Tele.Síntese de Inovação 2022, editado no final do ano passado e que pode ser baixado na íntegra e gratuitamente aqui] 

As redes privativas e FWA (Fixed Wireless Access) têm ocupado papel relevante como solução para atendimento da crescente demanda pela expansão da conectividade e a operação de redes móveis exige elevado domínio tecnológico. Para endereçar esse problema, o CPQD desenvolveu a Plataforma de core de rede móvel convergente (4G/5G) CPQD Core Network – C2N. A inovação consiste em simplificar a experiência de implantação e gestão de redes privativas e FWA. Focado em 4G/5G/IoT, o C2N permite implantação em tempo recorde; gestão orientada na segurança e usabilidade; arquitetura sem dependências entre hardware e software.  

Tatiana Mesquita, responsável pelo marketing de produto C2N do CPQD, diz que não há verticais foco pois a solução pode ser aplicada a qualquer setor como manufatura, portos, saúde, mineração, agricultura digital, cidades inteligentes. “Esse mercado de redes privativas tem uma demanda reprimida. A grande dificuldade é que a conta não fecha, o custo é muito elevado e a complexidade, muito alta. Este é o diferencial do C2N que abstrai essa complexidade, é mais simples de ser instalado e operado e temos um modelo de custos atraente. Mas CPQD não é um vendor, a solução pode ser utilizada por outros integradores”, diz Tatiana.  

Segundo Gustavo Correa Lima, gerente de Soluções de Conectividade do CPQD, a empresa já vem conversando com as operadoras que também podem operar redes privativas. O modelo de negócio é flexível, podendo ser baseado em software as a service (a remuneração é de acordo com o número de usuários).  

“Podemos trabalhar com venda direta para grandes operadoras. Nossa estratégia para pequenos usuários é por meio de uma rede de canais. Já temos contrato com a Trópico mas estamos avaliando outros parceiros”, esclarece Lima.  

Segundo Lima, o produto está operacional em um site de São Miguel Arcanjo (SP), dentro do Projeto Semear, iniciativa que tem como objetivo desenvolver uma plataforma de inovação digital para o agronegócio, com soluções voltadas a demandas reais dos pequenos e médios produtores rurais.  

“A solução é definida por software, que não depende de hardware proprietário e funciona em qualquer frequência 4G e 5G”, diz Lima. O que pode reduzir drasticamente os custos de um projeto de rede privativa e FWA, viabilizando a modernização, automação, sensoriamento e uso de IoT nessas redes.  

“No caso do FWA pode ser uma solução para condomínios de alto padrão, especialmente porque o time do market é muito rápido”, acrescenta Tatiana. (Carmen Nery) 

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