Rede de pirataria IPTV desmantelada no começo do mês tinha 26 milhões de usuários


Equipes de combate à pirataria da Sky Brasil, Nagra, Associação Brasileira de Televisão por Assinatura (ABTA) e da Motion Picture Association participaram da operação capitaneada pela Secretaria de Operações Integradas do Ministério da Justiça no começo de novembro.

A Aliança Contra a Pirataria da TV por Assinatura (“Alianza”) anunciou hoje, 19, os resultados da segunda fase da Operação 404, a maior operação de fiscalização contra a pirataria de conteúdo já realizada na América Latina. Foram cumpridos 25 mandados judiciais de busca e apreensão em dez estados brasileiros, e também foram bloqueados ou suspensos 252 sites e 65 aplicativos de streaming que transmitiam ilegalmente filmes, séries, programas de televisão, esportes e outros conteúdos protegidos por direitos autorais no começo do mês. Estima-se que a operação tenha impactado mais de 26 milhões de usuários.

A operação foi coordenada pela Secretaria de Operações Integradas (SEOPI) do Ministério da Justiça e Segurança Pública brasileiro, com o objetivo de reprimir crimes contra a propriedade intelectual cometidos com a distribuição ilegal de conteúdo na internet. Os mandados foram executados nos seguintes estados: Bahia, Ceará, Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, Paraná, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Santa Catarina e São Paulo.

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O trabalho é fruto de uma estreita colaboração entre o governo e o setor privado, que reuniu equipes de combate à pirataria da Alianza – por meio de seus membros, como a SKY Brasil, a NAGRA e a Associação Brasileira de Televisão por Assinatura (ABTA) – e da Motion Picture Association (MPA), entre outras associações. As investigações produziram grande parte das informações de inteligência que foram os pilares da operação realizada pelas autoridades. A entidade ainda tem entre os integrantes CDF, DIRECTV Latin America, Discovery, Disney, Globo, HBO Latin America, LaLiga, Telecine, Turner e WinSports.

Estrutura profissional

Um dos principais alvos da operação de combate à pirataria foi uma infraestrutura pirata de IPTV que operava de maneira criminosa como se fosse um negócio legítimo, cuja estrutura apontava possuir mais de 20 funcionários, os quais mantinham 38 servidores de streaming que retransmitiam mais de 3.200 canais ao vivo, 3.000 filmes e 300 séries de televisão. Essa infraestrutura de pirataria apenas atendia mais de 727.000 usuários e faturava cerca de US$ 18 milhões por ano por meio de assinaturas.

A primeira fase da operação 404, realizada em 2019, obteve mais de 300 bloqueios, sendo 210 sites e 100 aplicativos, todos ilegais. (Com assessoria de imprensa)

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