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Reclamações dos serviços de telecom caem 15,3% em maio

A maior retração foi de 20% nas queixas relacionadas a serviços de TV por assinatura seguidas de banda larga (15,4%) e telefonia móvel (6,6%)
Crédito: Freepik

O número de reclamações de usuários de serviços de telecom caiu 15,3% em maio deste ano, na comparação com o mesmo mês de 2021. Segundo a Anatel, foram registradas 161.348 queixas de usuários de serviços de telecom, 29.243 reclamações a menos que as registradas no mesmo mês do ano passado. 

“São quedas recordes que mostram que as ações do setor para melhorar a experiência do usuário tem surtido efeito”, comemora Marcio Ferrari, presidente executivo da Conexis. 

 Os dados mostram uma queda consistente em todos os serviços, com destaque para a queda de 20% nas reclamações relacionadas a serviços de TV por assinatura, que passaram de 13.638 em maio de 2021 para 10.906 em maio de 2022. As reclamações dos usuários de banda larga fixa caíram 15,4% e dos usuários de telefonia móvel 6,6%.

 Sobre as razões das reclamações, a maior queda ocorreu nas relacionadas a crédito pré-pago, que caiu 24%, seguida por mudança de endereço, com queda de 21% e por ressarcimento, com queda de 20% no número de reclamações.

Ano passado

Em maio do ano passado a agência já tinha registrado uma queda de 28,4% na comparação anual. Em abril deste ano o número de reclamações teve uma queda de 21,3%. Na ocasião, foram registradas 153.761 queixas, 41.069 reclamações a menos do que o mesmo período do ano passado. O setor de TV por assinatura também foi o que teve menos queixas, com uma redução de 34,4% na comparação anual.

Na avaliação do presidente da Conexis, as reduções estão diretamente ligadas aos investimentos das empresas, que ultrapassaram R$ 35 bilhões em 2021, e às medidas de autorregulação do setor, entre elas a Não Me Perturbe, que permite bloquear chamadas de telemarketing de telecomunicações, além da oferta de crédito consignado.

O que é Não Me Perturbe

A ferramenta foi criada em 2019 com o apoio da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) para conter a prática de “assédio comercial”, que ocorre especialmente por ofertas insistentes de bancos e empresas que operam no setor de telecomunicações.

De acordo com as regras do programa, quem descumprir o bloqueio, ou seja, continuar tentando contactar o consumidor, pode receber advertências e até multas pesadas, que podem chegar a R$ 50 milhões.

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