Rádios AM vão pagar entre R$ 8,6 mil e R$ 4,4 milhões por frequência FM


Solenidade de assinatura do decreto que define o preço da migração de rádios AM para o FM (Foto: Agência Brasil)
Solenidade de assinatura do decreto que define o preço da migração de rádios AM para o FM (Foto: Agência Brasil)

Em solenidade no Palácio do Planalto, foi sancionada hoje, 24, e publicada amanhã, 25, com validade para daqui a 15 dias, a portaria com os cálculos e critérios de preços para a migração das rádios AM para FM.

Conforme o ministro das Comunicações, André Figueiredo, o preço mais alto pela frequência será o da região metropolitana de São Paulo, quando as rádios que quiserem migrar terão que pagar R$ 4,4 milhões. Esse valor será cobrado para as emissoras com mais de 100 Kilowatts.

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O preço mais barato é de rádios com até 0,5 kilowatt, em cidades com até 10 mil habitantes, no valor de R$ 8,6 mil. Segundo o ministro das Comunicações, André Figueiredo, os preços são “adequados” e levaram em consideração, além da potência da emissora e da população da cidade, indicadores econômicos e sociais como PIB da cidade, IDHl, renda per capta.

A presidente Dilma Rousseff salientou que a migração da TV digital é importante também para esse processo de migração das rádios, visto que nas principais capitais as emissoras irão ocupar os canais 5 e 6, que ainda são ocupados pelos canais analógicos de TV.

Para o presidente da Abert (entidade que congrega as emissoras comerciais), Daniel Slavieiro, este foi o “acontecimento mais relevante para as rádios nos últimos 50 anos”. A tabela completa de preços, definidos conforme a potência e população das cidades cobertas pelas rádios, pode ser baixada aqui.

 

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