Radiodifusor quer governo na campanha da TV digital


Segundo o presidente da EAD, pelo menos 4 milhões de famílias terão que comprar um conversor ou um novo aparelho de TV para receber o sinal de TV digital no próximo ano. O conversor será distribuído para 1,5 milhão de famílias em 2016.

“A campanha de desligamento da TV analógica tem que ter dono, com pai e mãe, para ter credibilidade”, defendeu hoje, 31, no Painel Telebrasil, Paulo Ricardo Balduino, diretor de Planejamento de espectro da Abert, durante o Painel Telebrasil 2015.

Para ele, o governo deve assinar a campanha, pois ela é fruto de uma política pública , assim como são as campanhas de vacinação, do imposto de renda, etc. As emissoras de TV já começaram a lançar no ar vinhetas alertando para a chegada do sinal digital, e já detectaram, em algumas pesquisas, a reação negativa de parte da população, que  acha que isto é “coisa da Globo” para forçá-la a que trocar de equipamento. E por isto a preocupação para que o governo assuma a campanha.

O problema, contudo, é que a entidade responsável pela  comunicação sobre o desligamento do sinal de TV analógico é a EAD – empresa formada pelas operadoras de celular que compraram frequência de 700 MHz-, uma instituição privada, e o governo não assina campanhas de comunicação em conjunto com empresas privadas.

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Aparelho de Tubo

Segundo  Antonio Carlos Martellto, presidente da EAD, pesquisa da PNAD de 2013 apontou que 53% das 60 milhões de residências brasileiras só têm aparelhos de TV em tubo, o que significa, obrigatoriamente, que recebem o sinal de TV analógico.

Desse total, no próximo ano 15 milhões de domicílios serão afetados com a troca da TV analógica e 11% deles integram o grupo do Bolsa Família, que receberá  o conversor digital e a antena externa da EAD. “Mas existem 4 milhões de domicílios que precisarão comprar a TV em 2016 para receber o sinal de TV digital. Essas famílias deverão comprar o conversor e não a TV,  por causa do preço”, afirmou o executivo.

 

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