“Queremos ficar no Brasil. O risco regulatório não pode ser transferido para nós”, diz Patuano sobre fatiamento da TIM.


O CEO da Telecom Italia, Marco Patuano, disse hoje durante a discussão dos resultados do 3TR da operadora, que os planos da holding para o Brasil é continuar com a operação como ela existe hoje. “A nossa estratégia é continuar no Brasil”. Ressaltou, contudo, que qualquer pré-condição para a empresa discutir a consolidação no mercado brasileiro passa necessariamente pela “oferta atender à demanda”. Em relação ao movimento de fatiamento da TIM, afirma que há uma outra condição para se sentar à mesa da negociação referente ao risco regulatório da operação, que não poderá ser jogado nas costas da Telecom Italia.

Marco Patuano, Presidente da Telecom Italia em reunião com Dilma Rousseff dia 23 de julho (foto:divulgação)
Marco Patuano, Presidente da Telecom Italia em reunião com Dilma Rousseff dia 23 de julho (foto:divulgação)

O CEO da Telecom Italia, Marco Patuano, disse hoje durante a discussão dos resultados do 3TR da operadora, que os planos da holding para o Brasil é continuar com a operação como ela existe hoje. “A nossa estratégia é  continuar no Brasil”. Ressaltou, contudo, que qualquer pré-condição para a empresa  discutir a consolidação no mercado brasileiro passa necessariamente pela “oferta atender à demanda”. Em relação ao movimento de fatiamento da TIM, afirma que há uma outra condição para se sentar à mesa da negociação referente ao risco regulatório da operação, que não poderá  ser jogado nas costas da Telecom Italia.

“Se alguém insiste em comprar algo de outro alguém que quer ficar, alguém deve vir com a solução para os riscos regulatórios, e não transferir para nós estes riscos”, assinalou o executivo.

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Caso as três operadores – Claro, Vivo e Oi – façam mesmo uma oferta de compra para o fatiamento da TIM  – vários condicionantes deverão ser estabelecidos pela Anatel e Cade, pois haverá a redução de um competidor no Brasil. Conforme fontes da Anatel, além da devolução de frequências de 1,8 GHz (2G) e de 1,9/2,1 (3G)  da TIM, as compradoras terão que manter mesmas condições dos pacotes de preços da TIM – ou mesmo terão que estendê-los para todos os clientes-. Da parte do Cade, deverá haver restrições de atuação em algumas regiões. Enfim, há muitos riscos regulatórios que precisarão ser equacionados caso este movimento de consolidação de concretize.

Patuano afirmou que “há muito barulho” sobre possível consolidação no mercado brasileiro de telefonia celular, mas a direção da empresa irá sempre atuar de maneira racional e não irá fazer nada “perigoso” para os seus acionistas.

Assinalou que hoje não mais conflito entre os membros do conselho de administração, e que não é mandatório para a companhia fazer novos acordos. “Vamos explorar as boas oportunidades, com o que trouxer mais valores para a empresa”, completou.

Investimentos

Embora a empresa não tenha antecipado os planos  de investimentos para o triênio 2015/2017, Patuano disse que as projeções de crescimento de comunicação de dados no Brasil  apontam para uma necessidade de aumento do Capex na região. Em 2014, ressaltou,  já houve uma aceleração tanto em ampliação da rede como aumento de dispêndios no Brasil.

Para a Itália, mantém a projeção de investir 3 bilhões de euros até o final do ano caee continuidade de programas de redução de custos. O corte de custos de 200 milhões de euros pretendido para o ano de 2014 já foi atingido no terceiro trimestre.  Mas para ele há ainda muitas ineficiências imobiliárias, energéticas e de TI que podem ser corrigidas.

Patuano disse que a operadora está negociando com os fabricantes de devices para produzirem celulares de acesso à internet a preços inferiores a 100 euros. Na Itália, a empresa defende o uso de mais recursos públicos para antecipar a cobertura de 70% do território com banda larga fixa. Segundo ele, o operadora vai alocar 2 bilhões de euros para estes projeto, e a parcela a ser usada por fundos públicos não é muito significativa. Hoje, a Telecom Italia usa recursos da Comunidade Europeia para levar fibra ao sul do país, menos desenvolvido.

 

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