Qualcomm anuncia plano para cortar US$ 1,4 bilhão em despesas


A Qualcomm procurou se antecipar ao mercado hoje, 22, ao divulgar resultados para o terceiro trimestre de seu ano fiscal de 2015. No trimestre, encerrado em junho, a companhia viu sua receita encolher 14% em relação ao mesmo período um ano antes, para US$ 5,8 bilhões. Os lucros despencaram 47%, para US$ 1,2 bilhão.

Diante da piora dos números, a companhia anunciou um plano de corte de custos para diminuir em US$ 1,4 bilhão das despesas. O corte vai afetar, inclusive, o mercado financeiro, com a decisão de reduzir o pagamento a colaboradores com opções de ações em US$ 300 milhões no ano. A economia deverá ser alcançada até o final do ano fiscal de 2016, em setembro do próximo ano.

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O pacote de medidas para reduzir os gastos, batizados de Plano de Realinhamento Estratégico, prevê revisão da estrutura corporativa e financeira da companhia, mudança nos cargos de direção, e concentração de investimentos em áreas onde a empresa vê o crescimento como certo. O plano recebeu apoio do principal acionista da empresa, o fundo JANA Partners. Prevê demissões em todo o grupo, redução do número de escritórios ao redor do mundo e das áreas de engenharia.

A empresa afirma ainda que avalia a possibilidade de se dividir, resultando em duas empresas. Desde o começo do ano a JANA Partners sugere que a empresa de fabricação de chips venda ou separe a divisão de chips CDMA e laboratórios. O conselho diretor cresceu, incorporando novos novos integrantes, e receberá outro diretor, independente, para garantir a realização do plano.

Balanço
Os resultados do trimestre foram impactados por ajustes contábeis que custaram US$ 142 milhões e mais US$ 975 milhões que foram pagos ao governo da China em acordo para acabar com disputas legais sobre práticas anti-concorrenciais da empresa no país. A companhia diz ter obtido receita com licença 3G/4G em entre 289 milhões e 293 milhões de celulares. A empresa vendeu 225 milhões de chips MSM, que reúnem processador e modems de telefonia.

Para 2015, a Qualcomm espera vender entre 1,52 bilhões e 1,6 bilhões de chipsets 3G ou 4G. A receita do quarto trimestre do ano fiscal deverá ficar entre US$ 4,7 bilhões e US$ 5,7 bilhões. O número é pior que os US$ 6,7 bilhões reportados no quarto trimestre do ano fiscal de 2014, representando encolhimento entre 25% e 40%.

A empresa acredita que a demanda pelos processadores de alto desempenho vai cair, graças à demanda reduzida de fabricantes OEM e vendas menores na China de celulares baseados no chipset da Qualcomm. No ano, a empresa acredita que entre 1,52 bilhão e 1,6 bilhão de celulares serão vendidos no mundo com seus chips.

O grupo de fabricação de chips, QCT, faturou US$ 3,8 bilhões, 22% menos que um ano antes. Enquanto o de licenciamento e pesquisa, QTL, teve receita de US$ 1,93 bilhão, 7% maior.

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