Qualcomm amplia investimentos na China


bandeira república popular da china wikimedia commonsA Qualcomm se associou ao governo da província de Guizhou, na China, em uma joint venture de US$ 280 milhões. Pelo contrato, 55% das ações serão do governo local, e 45% da Qualcomm. A empresa se chamará Guizhou Huaxintong Semi-Conductor Technology e fará projeto, desenvolvimento e venda de chipsets para servidores. A estratégia é ganhar terreno no mercado da data centers do país, o segundo maior do planeta, atrás apenas dos Estados Unidos.

Como parte do acordo, a Qualcomm cederá a propriedade intelectual de seu chip para servidores. Também vai estabelecer os processos de pesquisa e desenvolvimento. A demanda virá de medidas do governo. A província de Guizhou promete construir um cluster para o desenvolvimento de big data na China. A área terá 2,5 milhões de servidores, a maioria pertencente às operadoras China Telecom, China Unicom e China Mobile. 

A joint venture é resultado do acordo fechado pela companhia com o governo chinês, ano passado para resolver disputas sobre abuso de poder de mercado. Além da joint venture, a Qualcomm se comprometeu a criar uma firma de investimentos para atuar no país. Segundo o presidente da Qualcomm Inc., Derek Aberle, estas são medidas para aprofundar a cooperação com o governo.

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Essas medidas se juntam a outras já iniciadas, também derivadas da resolução das acusações de truste encerradas em 2015. Desde fevereiro do ano passado, a companhia norte-americana iniciou uma cooperação com a SMIC, fabricante local de chips para celulares, aportou dinheiro no braço de pesquisa da SMIC, e criou uma companhia de investimentos com capital de US$ 150 milhões.

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