Provedores do Amazonas querem maior oferta de links e financiamento


A grande reclamação dos provedores de banda larga e serviços de telecom do Amazonas é a falta de oferta de links a preços competitivos. A única exceção, apontam, é a TIM, que fornece infraestrutura para a maioria dos provedores de Manaus. “Desde que a TIM entrou no mercado, o preço despencou”, comenta Maykon Souza da Costa, diretor da Interlink, que comprou o mega full a R$ 119,00. Mas Embratel e Oi, segundo eles, ainda praticam preços muito altos. Olisnei Nascimento Conceição, diretor da Nova e presidente da Associação dos Provedores de Manaus (Apriam), relata que todos os seus associados demandam maior competição na oferta de links.

Para avançar em seus projetos e trocar o rádio pela fibra, pelo menos em Manaus, onde começam a sofrer intensa concorrência da Net Serviços também nos bairros populares, os provedores querem linhas de financiamento, que lhes permitam investir em infraestrutura. “Hoje fazemos tudo com dinheiro próprio”, conta Bruno Maia, diretor da Provinter e integrante da diretoria da Apriam.

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Para os dois maiores entraves à oferta de banda larga de melhor qualidade aos amazonenses, começam, agora, a surgir soluções. Como ficou claro durante o Encontro Provedores Regionais Manaus, realizado ontem pela Bit Social naquela cidade, com apoio da Momento Editorial, da Abrint (entidade nacional de provedores de internet) e Apriam. A oferta de links no atacado vai ganhar dois novos competidores em Manaus: Telebras, que já está comercializando capacidade na cidade, e Eletronorte, que até meados do ano ativará seus serviços de telecom, com entrega na subestação Lechugar, também na capital do Amazonas.

Fundo garantidor

Quanto às linhas de financiamento, os debates demonstraram que os provedores do estado têm dificuldade para acessar as linhas do BNDES, como o Finame para equipamentos e cabos ópticos. As dificuldades são colocadas pelos bancos, credenciados pelo BNDES. Entre elas, estão as garantias.

Para tentar contornar o problema das pequenas empresas que não têm garantias para dar ao financiamento, o Ministério das Comunicações está desenhando um fundo garantidor específico para o setor, que atenda às suas particularidades. De acordo com Artur Coimbra, diretor do Departamento de Banda Larga da Secretaria de Telecomunicações do Minicom, até meados do ano o fundo deve entrar em operação. “A ideia já foi aprovada pela presidenta Dilma. No Minicom, nós já conseguimos definir os requisitos que terão que ser atendidos. Agora, teremos que negociar com os bancos oficiais”, informou Coimbra, um dos palestrantes do encontro.

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