Produtores de Holllywood buscam territórios onde latência de internet é menor


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As tecnologias jamais eliminarão totalmente o capital humano na criação de conteúdo. “Só nós temos a sensibilidade para contar uma história de uma forma que uma máquina não consegue fazer”, disse Rodrigo Teixeira cofundador da Magnopous e cofundador executivo da Sky Carousel durante o 5×5 TECSummit. O brasileiro é um respeitado profissional da área de conteúdo em Hollywood, com uma trajetória de 20 anos trabalhando em super produções, sempre com uma abordagem tecnológica.

Seu primeiro grande projeto como profissional de imagens foi “O Dia Depois de Amanhã”. “SinCity” foi sua primeira experiência totalmente digital, sem captação em película. “De uma hora para outra, tudo ficou defasado”, diz. A grande diferença do mercado em relação há 20 anos é que globalizou. “Crônicas de Nárnia”, por exemplo, foi feito com profissionais da China e da Índia. “Depois disso, tudo globalizou. Começamos a escolher territórios onde a latência da internet era menor”, conta.

Para resolver a latência, as empresas da área tendem se instalar fisicamente próximas dos grande data centers. Sua empresa Magnopous, que atua em desenvolver experiências em parceria com grandes criadores de conteúdo, está ao lado de um dos mais importantes data centers da costa oeste americana

Para ele, vivemos a melhor fase para o criador de conteúdo. Por uma lado, há apetite para todo tipo de conteúdo. Por outro, a tecnologia permite experimentar mais com o conteúdo. O que antes era feito com muita cautela na pós-produção, por que qualquer alteração levaria dias, hoje pode ser alterado em tempo real, abrindo espaço para tentativas.

Para o futuro, Teixeira espera o crescimento da adoção da realidade aumentada e da realidade virtual. “Outras gerações vão ter uma forma de consumir conteúdo que talvez para nós não seja natural”, diz.

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