Produção de eletroeletrônicos cresce e supera patamar pré-pandemia


A produção da indústria elétrica e eletrônica cresceu 5,9% em setembro de 2020, em relação ao mês imediatamente anterior, com ajuste sazonal. É o que mostram os dados do IBGE agregados pela Associação Brasileiro da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee). Este foi o quinto mês de crescimento consecutivo.

Com essas elevações, a produção do setor ultrapassou os patamares observados no início deste ano, período anterior ao afetado pela pandemia de Covid-19. Ao comparar com setembro de 2019, a produção cresceu 14%.

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O incremento foi decorrente da elevação de 15,5% da área eletrônica e do aumento de 12,6% da área elétrica. Destaca-se também que o índice da produção física do setor verificado em setembro de 2020 foi o maior desde abril de 2015.

Porém permanecem as incertezas quanto à evolução do coronavírus, principalmente devido à segunda onda que está atingindo a Europa, levando a um ambiente de cautela.

Houve acréscimo na produção de aparelhos de áudio e vídeo (+33,8%), componentes eletrônicos (+23,9%) e de equipamentos de comunicação (+17,9%). Por outro lado, recuou a produção de bens de informática (-11,2%) e de instrumentos de medida (-3,0%). Na área elétrica, foram observados incrementos na produção de eletrodomésticos (+29,1%) e de pilhas e baterias (+24,4%).

Recuperação

Segundo a entidade, essa recuperação se deve a um conjunto de fatores. Em primeiro lugar, a pandemia paralisou algumas linhas de produção o que gerou uma demanda represada, que retoma agora.

Há também mudanças de hábitos de consumo que dizem respeito diretamente ao setor eletroeletrônico. No primeiro momento houve a procura por produtos como notebooks em função do home office. Em seguida, como as pessoas estão mais em casa, observou-se aumento na procura tanto por equipamentos eletrônicos, eletrodomésticos como até mesmo material elétrico de construção, como forma de garantir um maior conforto.

A Abinee também afirma haver um aumento no número de empregos nas indústrias associadas. Nos últimos quatro meses, foram 16,9 mil empregado, o que superou toda queda verificada entre os meses de março e maio, que atingiu 13,9 mil trabalhadores.

A entidade afirma ainda que há problemas com o fornecimento de insumos, mas diz ser um “efeito colateral” desse processo de retomada. Segundo a Abinee, o impacto da falta de insumos será baixo sobre o setor. (Com assessoria de imprensa)

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