Primeiro Open CDN deve entrar em operação em dezembro


Milton-EPR25-Niteroi-DSC04261À exceção dos Pontos de Troca de Tráfego (PTTs) de São Paulo e Rio de Janeiro, onde estão localizados CDNs (Content Delivery Netwok) de alguns dos principais provedores mundiais de conteúdos de internet, todos os demais PTTs do país têm que buscar conteúdo fora. O que encarece o custo de transporte para o provedor de acesso e degrada a qualidade para o usuário.

Para minorar os efeitos dessa centralização de CDNs, já que os provedores de conteúdo alegam que ainda não há demanda que justifique o investimento em novas localizações de CDNs no país, o NIC.br está coordenando um projeto para instalação de dois Open CDN, um em Salvador e outro em Curitiba. O primeiro será o de Salvador, vai estar localizado em instalações da Universidade Federal da Bahia e deve entrar em operação até dezembro.

O projeto foi apresentado por Milton Kashiwakura, diretor de Projetos Especiais do NIC.br, o braço executivo do Comitê Gestor da Internet, durante o Encontro Provedores Regionais realizado esta semana em Niteroi (RJ), pela Bit Social O NIC.br será o responsável pela administração do Open CDN, que terá conteúdos do Google, Netflix, Akamai, Facebook e Amazon. Os custos de data center e do link de transporte até o PTT de São Paulo, segundo Kashiwakura, serão rateados entre as empresas usuárias do conteúdo, enquanto os donos do conteúdo colocarão os servidores.

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“Com essa iniciativa, esperamos melhorar a qualidade da experiência do usuário ao assistir o conteúdo, um vídeo, por exemplo, pois a localização próxima do CDN melhora o tempo de resposta do acesso e, do lado do provedor de acesso, há uma eonomia de banda”, explica Kashiwakura.

O PTT de São Paulo, que concentra 80% do tráfego do país, conta com CDNs de todos os grandes provedores mundiais de conteúdo, à exceção da Apple. Google, Amazon e Netflix estão também no PTT do Rio. E o Netflix é o que tem mais CDNs no país: está também em Porto Alegre e Fortaleza.

Novos PTTs

O projeto de Open CDN corre em paralelo ao da expansão dos PTTs que caminha em ritmo lento, menos por falta de recurso e mais em função do planejamento de trabalho da área de infraestrutura do NIC.br. “Priorizamos acelerar a automatização do sistema, pois temos que receber mais 50 novos participantes de PTTs por mês”, explica Kashiwakura.

Em dezembro de 2015, no fórum sobre PTTs, foi aprovada a criação de mais 15 Pontos de Troca de Tráfego e, até agora, apenas um, o de Foz de Iguaçu, foi instalado. Segundo Kashiwakura, até dezembro serão mais três.

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