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Presidente do BC conta com a tecnologia para democratizar sistema financeiro

Para ele, o Real Digital estará pronto quando o sistema estiver totalmente tokenizado.
Presidente fo BC aposta na tecnologia - Crédito: Flickr BC
Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central – Crédito: Flickr BC

O presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, conta com a tecnologia digital para democratizar o acesso ao sistema financeiro. “A tecnologia é o instrumento mais democratizante do mundo. Muitas coisas foram democratizadas com a tecnologia”, afirmou ele em evento do Esfera Brasil, realizado hoje, 5.

Enumerou três passos que ainda precisam ser dados para se chegar ao Real Digital (o criptoativo a ser lançado pelo Banco Central). São eles: uma trilha comum; um instrumento de comparabilidade, e por fim a tokenização. E explicou:

“O primeiro tem como objetivo construir uma ferramenta que seja algo em comum, de fácil acesso, e que elimine barreiras de entrada para que todas as instituições financeiras possam oferecer esse serviço. Esse foi o Pix”. O segundo bloco trata-se de portabilidade e compatibilidade. Campos Neto diz que a ideia do Open Finance foi justamente a de construir um serviço por meio, e em cima, do Pix que ofereça maior competição entre as instituições financeiras.

A terceira etapa será a digitalização total dos serviços, quando o BC espera ter a tecnologia da tokenização para  a criação do Real Digital ( a CBDC, ou moeda digital criada pelos fiscais do dinheiro em todo o mundo).  “Significa que eu quero que o dono da transação seja um contrato, e não uma pessoa”, diz.

Para estimular os bancos a fazer parte da tokenização, o CBDC (moedas digitais emitidas por bancos centrais) foi feito tokenizando depósitos bancários. “Vai baratear todo o processo de transação financeira e gerar eficiência”, explica.  O presidente do BC diz ainda que, em breve, começará um piloto de tokenização com títulos públicos.

Juros

Para ele, os altos juros no país têm razões diversas e representam um problema não apenas do BC, mas do governo e da sociedade.

“O problema dos juros é de todos, do BC, da sociedade, do governo. A taxa de juro real é alta, mas tenho 42% de crédito direcionado, não só do BNDES. Se eu tiver mais crédito livre, a potência da política monetária aumenta e o juro é mais baixo. Se quer dar crédito subsidiado para todo mundo, a taxa será mais alta”, alegou.

Reconheceu, contudo, que há uma queda na oferta de crédito no país. “A gente está olhando e tentando entender isso”, afirmou. Segundo ele, contudo, os bancos não enfrentam problemas de liquidez.

Senado

O presidente do BC disse ainda que deve participar da audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado Federal, no dia 27 de abril, mas a data ainda pode ser alterada. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, também deverá comparecer.

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