Oi diminui prejuízo em 89% no primeiro trimestre


Companhia registra perdas de R$ 200 milhões. A receita líquida também encolheu, ficando em R$ 6,6 bilhões no período. O segmento B2B foi o que mais perdeu receitas, 17,7% ano-a-ano, em função da queda de tarifas reguladas e da crise econômica no Brasil, que levou empresas a fecharem as portas e prefeituras a rever contratos.

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A Oi divulgou hoje, 10, o resultado financeiro do primeiro trimestre. No período, a empresa registrou prejuízo de R$$ 200 milhões, 89% menor do que a perda de R$ 1,8 bilhão tida um ano antes. A empresa precisou refazer o balanço financeiro do primeiro trimestre de 2016, para incorporar perdas da subsidiária Telemar, o que inflou o dado do ano passado.

As outras rubricas da operadora não apresentaram melhora. A receita líquida caiu 8,8%, para R$ 6,16 bilhões. O EBITDA (lucro antes de amortizações, depreciações e impostos) encolheu 2,4% ano-a-ano, atingindo R$ 1,7 bilhão. O caixa disponível perdeu 9,7%, ficando em R$ 7,7 bilhões.

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Os dados positivos vieram da dívida líquida, que diminuiu 0,6%, para R$ 40,6 bilhões. E do Capex, que aumentou 1,1%, para R$ 1,26 bilhão.

Desempenho por segmento
O resultado da Oi foi negativo em quase todos os segmentos de atuação da empresa. Encolheu 4% em telefonia móvel (receita de R$ 1,9 bilhão) e 17,7% no B2B (receita de R$ 1,7 bilhão). Apenas o segmento residencial, puxado por TV paga e banda larga, apresentou leve melhora, de 0,2% (receita de R$ 2,35 bilhões), na comparação com o primeiro trimestre de 2016.

“O desempenho anual é decorrente, principalmente, do corte das tarifas reguladas de interconexão (VU-M, TU-RL e TU-RIU) e de ligações fixo-móvel (VC), da queda nos volumes de recargas do pré-pago e da redução da receita do B2B, estes dois últimos impactados pelo cenário macroeconômico adverso e pelo índice de desemprego no país, afetando empresas e governos”, explica a companhia.

O ARPU do Residencial ficou em R$ 79,6, apresentando crescimento de 5,8% em relação ao primeiro trimestre do ano passado. Os produtos de banda larga e TV paga tiveram uma aumento anual de ARPU de 4,8% e 8,3%, respectivamente.

Na telefonia móvel, o consumo de dados manteve a tendência de alta, com crescimento de 10,7% nesse tipo de receita (R$ 947 milhões). Este valor representou 54,1% do total das receitas de telefonia móvel pessoal da operadora no trimestre.

O B2B, área em que mais encolheu, foi também afetado por um primeiro trimestre atípico em 2016, que registrou receita acima do comum devido a contratos de prestação de serviços adicionais com clientes. Sem esse impacto, a queda teria sido menor nas receitas – em vez de encolher 17,7%, encolheria 10,2%. Diante da crise, a Oi manteve o foco em trazer para o B2B clientes de serviços digitais. Assim, TI e SVAs corporativos cresceram 2,9% em um ano, e já são 70,4% da receita total do segmento.

A Oi encerrou março com cobertura 2G em 3.404 municípios (93% da população urbana do país). O 3G abrangia 1.488 municípios (+12,9%) ou 80% da população urbana brasileira. E o 4G LTE alcançava 284 municípios, que representam 62,5% da população urbana, um aumento de 11,1 p.p. O ARPU móvel foi de R$ 16,2, um aumento de 8,0% na comparação anual.

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