Prejuízo da Claro aumenta 207% no último trimestre de 2014


Empresa divulga pela primeira vez balanço financeiro para o mercado brasileiro após fusão com NET e Embratel. Nos resultados, rede fixa (NET e Embratel) aparece como principal geradora de receita para o grupo Claro no país, faturando 171% mais que a operação de telefonia móvel.

O primeiro balanço da Claro após a fusão com NET e Embratel mostra aumento do prejuízo da companhia entre 2013 e 2014. Em dezembro, a empresa de telefonia móvel registrava perdas líquidas de R$ 781,3 milhões, ante saldo negativo de R$ 254,5 milhões no último trimestre de 2013. No saldo anual, porém, o prejuízo apresenta redução de 14,4%, alcançando R$ 1,082 bilhão.

O balanço traz dados ambíguos sobre a evolução da Claro no país. A receita total caiu 7,9%, para R$ 3,64 bilhões entre outubro e dezembro. No ano, porém, cresceu 1,1%, atingindo R$ 13,836 bilhões. O EBITDA do último trimestre de 2014 cresceu 14,6% sobre o mesmo período de 2013, ficando em R$ 944,9 milhões. No ano, aumentou 31,3%, chegando a R$ 3,59 bilhões.

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Segundo a empresa, a receita trimestral encolheu por efeito da redução da tarifa de interconexão (VU-M) na telefonia móvel. Sem essa variável, a receita teria crescido 8,3% no trimestre e 12,4% no ano, diz o balanço financeiro.

Para o grupo América Móvil, o Brasil aparece como mercado de maior crescimento em 2014. A Claro (com NET e Embratel) fechou o ano com 107,2 milhões de acessos (móveis e fixos), 5,6% mais que em 2013. A Claro tem 71,107 milhões de usuários de telefonia móvel. No acesso fixo, a NET registra 36,096 milhões de assinantes.

Na telefonia móvel, 15,5 milhões de usuários são pós-pagos, e 55,4 milhões são pré. A receita média por usuário (ARPU)caiu 4,4% no trimestre, de R$ 16 para R$ 15. Em compensação o churn também teve redução de 0,4%, passando a 3,2%. A NET aumentou em 10,4% o número de usuários (unidades geradoras de receita).

Os resultados pro-forma da companhia, que incluem as sinergias da fusão entre Claro, NET e Embratel, indicam receita de R$ 9,28 bilhões — 5,6% mais que no quarto trimestre de 2013. No ano, a receita chega a R$ 35,6 bilhões, uma alta de 7,2%. A parte de comunicação fixa faturou R$ 6 bilhões no trimestre e R$ 21,2 bilhões no ano, crescendo 10,6%. O montante é 171% maior que a participação da telefonia fixa no balanço do grupo no país. O EBITDA ficou em R$ 2,3 bilhões no trimestre, e em R$ 9 bilhões no ano (alta de 10,6%).

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