Positivo encerra 2015 com aumento de 127% nas vendas de celulares


grafico-positivo-936x600 ascendenteA Positivo Informática divulgou na noite de ontem, 23, os resultados financeiros da companhia em 2015. No ano, a fabricante vendeu 1,2 milhão de celulares no país, crescimento de 127% em relação ao resultado de 2014. Segundo a empresa, o resultado se justifica pelo investimento em novas frentes de ação, como loja online e quiosques em shoppings e marketplaces. Também contribuiu o lançamento da marca Quantum, com foco em venda direta. A venda de PCs e tablets, em compensação, caiu 30,6%, para 1,8 milhão de unidades.

Como aconteceu com outras empresas brasileiras, o ano foi de ajustes profundos. A companhia demitiu e fechou a fábrica que mantinha em Ilhéus (BA), onde eram produzidos PCs e tablets. Essos produtos passaram a ser feitos em Manaus (AM). Com essas medidas reduziu em 17,1% as despesas, e em 15,8% o custo com pessoal.

A dívida caiu 11,8%, para R$ 264,6 milhões, mantendo a relação dívida líquida/EBITDA ajustado em 2,9x. O caixa gerado foi de R$ 555 milhões. A receita líquida ficou em R$ 1,8 bilhão, 20,9% mais baixa que em 2014. A empresa teve, ainda, prejuízo de R$ 79,9 milhões, ante lucro de R$ 23,3 milhões um ano antes. A margem EBITDA ficou em 4,9%, ante 2,3% em 2014.

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A Positivo assinalou no comunicado ao mercado que conseguiu o feito mesmo diante de uma forte contração do mercado. No quarto trimestre de 2015 a empresa observou retração da demanda de 48% em relação a 2014. O giro ficou abaixo das expectativas mesmo durante a Black Friday e no Natal. Em setembro a empresa atingiu seu maior estoque, com equivalente a R$ 252 milhões em produtos não vendidos. No mesmo mês inciou um programa para redução dos estoques, conseguindo terminar o ano com o equivalente a R$ 135 milhões.

Para 2016, espera um cenário melhor. Acredita em menos volatilidade cambial, normalização dos estoques, necessidade de realizar menos promoções. Prevê crescimento forte de volumes de celulares vendidos já no primeiro semestre. A mudança da fábrica de Ilhéus e de parte da capacidade de Curitiba (PR), que deixa produzir computadores e tablets, para Manaus acarretará em economia de R$ 143 milhões em impostos. Com sinergias, deve gerar ganhos de R$ 151 milhões.

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