Política industrial se reposiciona para focar a produtividade, diz Monteiro


O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exeterior, Armando Monteiro, afirmou hoje, 16, em audiência no Senado Federal, que o governo está reposicionando a política industrial, para deixá-la menos focada em metas agregadas e mirar na elevação da produtividade industrial. ” Precisamos fazer uma avaliação de nossa política industrial. “Há uma relativa estagnação dos ganhos de produtividade na indústria brasileira. Há um descompasso do aumento de imposto, o custo do trabalho e da energia com a produtividade estagnada nos últimos oito anos”, afirmou ele.

Para isto, o ministro propõe políticas para a modernização do parque industrial brasileiro, voltadas principalmente para os setores tradicionais e pequenas e médias empresas.

Exportações

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Ainda neste mês o governo irá lançar o Plano Nacional de Exportação, que, segundo o ministro, irá  modificar normas e regulamentos além de lançar alternativas de financiamento e garantias para os exportadores. “Nos Estados Unidos as alíquotas de importação são de apenas 3,5%, mas as barreiras não tarifárias são os mais importantes entraves. E estamos trabalhando para remover essas barreiras não tarifárias”, completou ele.  A intenção é criar as taxas de equalização de juros, pois ” não se exporta sem financiamento ou sem garantias”.

BNDES

O ministro defendeu ainda o financiamento do BNDES de apoio as empresas de engenharia brasileira.  “É impressionante como este tema ganhou uma sensibilidade política que às vezes faz com que o debate fica enviesado”. O ministro retrucou a versão de que  apoio a projeto externos de infraestrutura é quase como  ação concorrente aos interesses brasileiros.” Não são projetos que concorrem entre si.  “Interessa ao país esses financiamentos”, afirmou.

Ele disse que nos últimos oito anos, o financiamento a exportação de serviço correspondeu a apenas 1,5% do orçamento do BNDES.  “Hoje o orçamento do banco é de US$ 50 bilhões ano. No período de 7 a 8 anos, os empréstimos para as exportações de serviços representou  um pouco mais de 1 a  1,5 bilhão de dólares ao ano.  “É uma fração pequena, não compromete,não é excludente e não retira o apoio a outros projetos do país”, concluiu.

 

 

 

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