Plano ambicioso de Joe Biden prevê investimentos de US$ 100 bi em banda larga


O plano de investimentos em infraestrutura, lançado nesta quarta-feira, 31, pelo presidente norte-americano Joe Biden repercute no parlamento e no mercado, dividindo opiniões. A previsão é de investimentos de US$ 2,2 trilhões em estradas, pontes, redes de transporte público, veículos elétricos e polos vitais como portos e aeroportos, além de obras para mitigar a crise climática e US$ 100 bilhões na ampliação da banda larga no país. 

O aumento de impostos das grandes companhias, como da Amazon, que foi citada por Biden, e das pessoas mais ricas deve financiar parte do programa, contrariando a política de décadas dos EUA de cortar impostos. Além disso, o país enfrenta um endividamento recorde, de 130% do PIB e em fevereiro, lançou e já foi aprovado um plano de combate à pandemia no valor de US$ 1,9 trilhão. 

Para analistas, o novo plano “representa um grande esforço para combater as crescentes desigualdades geográficas do país … Ele mostra uma compreensão de como a infraestrutura pode criar acesso e oportunidade – ou bloqueá-la”, disse Kenan Fikri, diretor de pesquisa do Grupo bipartidário de Inovação Econômica. 

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Além disso, será capaz de gerar milhões de empregos. A proposta de gastos de Biden deverá durar cerca de oito anos, enquanto os aumentos de impostos corporativos deverão ser escalonados em 15 anos, além da janela tradicional de orçamento do governo, de dez anos, implicando que o plano aumentará o déficit dos EUA durante esse tempo. 

Enquanto apoiadores do plano de Biden afirmam que ele vai corrigir décadas de subinvestimento crônico em bens públicos, o que prejudicou a economia, os críticos temem que os aumentos de impostos corporativos possam prejudicar a competitividade dos EUA. (Com agências internacionais)

 

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