Planejamento das bandas mmWave para 5G ainda está em fase inicial na América Latina, conclui estudo


Segundo relatório publicado pela 5G Americas, maioria dos países da região não tem um cronograma para atribuir as bandas milimétricas. Casos mais avançados são aqueles em que o espectro já foi cedido ou o uso de licenças pré-existentes já foi autorizado, como no Brasil

Crédito: divulgação
Crédito: divulgação

O planejamento do uso do espectro nas faixas entre 24 GHz e 86 GHz (bandas de ondas milimétricas ou mmWave) para sistemas 5G  está em um estágio relativamente inicial na América Latina e no Caribe. A maioria dos países da região não tem um cronograma para atribuir as bandas mmWave. Os casos mais avançados são aqueles  em que o espectro já foi cedido ou o uso de licenças pré-existentes deste tipo já foi autorizado, como no Brasil, Chile, Porto Rico, Ilhas Virgens Americanas e Uruguai. Estas são as conclusões do estudo “Bandas de ondas milimétricas (mmWave) para 5G na América Latina e Caribe”, publicado pela 5G Americas.

Segundo a organização, o relatório aborda a importância dessa classe de bandas para o desenvolvimento de redes 5G e casos de uso mais avançados que exigirão maiores velocidades de transmissão, menor latência e capacidade de atender mais conexões por área. O estudo incluiu um grupo de “progresso intermediário” formado por países que identificaram espectro adequado para 5G nas faixas de mmWave e que estabeleceram reservas de seus direitos de uso ou planos que consideram essa capacidade para o desenvolvimento de IMT. O grupo inclui Argentina, Colômbia, Costa Rica, Equador, México, Panamá e Peru.

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A tabela resume o panorama regional sobre a identificação e uso de bandas mmWave para 5G para países onde a informação pública está disponível - Reprodução
A tabela resume o panorama regional sobre a identificação e uso de bandas mmWave para 5G para países onde a informação pública está disponível .

Em geral, de acordo com as conclusões do estudo, as bandas de 26 GHz e 28 GHz estão sendo consideradas na maioria dos casos, mas também aparecem planos ou atribuições em bandas de frequência a partir de 38 GHz.

O Brasil atribuiu blocos nacionais e regionais de diferentes larguras da faixa de 26 GHz no leilão 5G, concluído no quarto trimestre de 2021 por meio de um processo que privilegiou os compromissos de investimento sobre a cobrança de impostos.

O Chile atribuiu blocos da faixa de 26 GHz por cidades nos Leilões 5G 2020-2021. Em 2019, o Uruguai autorizou o uso das faixas de 27,50 – 28,35 GHz, na faixa de 28 GHz para serviços móveis a uma operadora que já possuía uma licença de espectro pré-existente, mas para outra classe de serviço.

Quantidade de espectro mmWave licenciado para serviços móveis por país - Reprodução
Quantidade de espectro mmWave licenciado para serviços móveis por país – Reprodução

Em abril de 2022, havia 221 redes 5G no mundo. Destas, 24 estão em países e territórios da América Latina e do Caribe.

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