Piloto 5G da Brisanet vai cobrir várias cidades, inclusive uma capital


Presidente da Brisanet, José Roberto Nogueira, dá mais detalhes do piloto em 5G que será construído pela Huawei em 2,3 GHz: já estará preparado para ativação da frequência de 3,5 GHz em seguida, aproveitando os mesmos sites.

Na conferência de resultados do primeiro trimestre, o presidente da Brisanet, José Roberto Nogueira, deu mais detalhes sobre o plano de ativação comercial do 5G, em projeto piloto, já neste ano. Segundo ele, a iniciativa utilizará a banda de 2,3 GHz. A operadora comprou estações da Huawei, mas além disso, o núcleo de rede e já antecipou o licenciamento de software adicional que será utilizado no futuro.

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Nogueira avisou que o piloto da Brisanet vai cobrir com 5G um aglomerado de cidades no interior do Nordeste, além de parte de uma “grande capital” da região. “Não podemos detalhar quais cidades exatamente serão atendidas agora por questões estratégicas. Mas no terceiro trimestre poderemos informar”, disse o executivo.

Vale lembrar que Brisanet tem acordo com a prefeitura da Jaboatão dos Guararapes (PE) para cobrir a cidade com 5G em 2,3 GHz, também como projeto piloto. Mas o acordo previa que tal atendimento acontecesse em 2023. Ele não confirmou se a iniciativa anunciada ontem inclui a cidade de 700 mil habitantes, localizada na região metropolitana do Recife.

“O piloto acontecerá em parte de uma cidade grande, uma capital, e em um aglomerado de várias cidades no interior. A quantidade de cidades é estratégica. Em função da competição, não podemos abrir o tamanho do projeto, nem a quantidade de sites. A aquisição inclui core de rede e licenças antecipadas”, informou.

Ele também explicou que a empresa já vai utilizar uma topologia de rede própria para o 5G, com mais sites espalhados pelas cidades, e preferencialmente com localizações centrais. “Vamos estar em operação comercial no final do ano, mas o projeto não vai representar faturamento expressivo para 2022, apenas para 2023. O projeto é para 2,3 GHz, já considerando a ativação em 3,5 GHz no futuro. Vai utilizar um volume maior de torres do que redes de outras gerações, mas de tamanho menor”, disse.

Alavancagem

A Brisanet vai recorrer tanto a torres de detentores de infraestrutura passiva, como à construção de torres próprios. Mas segundo ele, este aporte será “pequeno” em relação ao Capex, garantiu.

A previsão da empresa que é em 2022 o Capex fique em cerca de R$ 1 bilhão. No primeiro trimestre, os investimentos somaram R$550 milhões. “Importante notar que transferimos parte do Capex em fibra para o 5G, reduzimos para 2,2 milhões casas passadas com fibra adicionadas este ano para prever a aceleração do 5G. Vamos terminar o ano com 8 milhões de HPs, sendo 6,8 milhões próprias da Brisanet e 1,2 milhão da Agility Telecom [braço de franquias do grupo]. “, acrescentou.

A diretora de relações com investidores da Brisanet, Luciana Ferreira, disse que a empresa terminará o ano com alavancagem (relação entre o endividamento e o EBITDA) de 2,3x. Em 2023 essa alavancagem deve subir para 2,6x a 2,8x. “Depois, deve cair”, avisou.

A Brisanet vai acessar o mercado de dívida no segundo semestre. Está prestes a contratar financiamento a juros baixos no BNDES e bancos de de fomento. Também vai emitir debêntures, para ter caixa capaz de financiar o plano de expansão. Ao todo, serão captados R$ 700 milhões.

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