Pesquisa de campo levanta preços do acesso à internet brasileira


Bonilha divulga pesquisa sobre preços da internet no Brasil. Crédito: Gabriel
Segundo Caio Bonilha, a pesquisa levou em conta 840 amostras, de ISPs e grandes operadoras. Crédito: Gabriel
  • Caio Bonilha

Com o objetivo de mapear os preços de acesso à internet no Brasil a Futurion realizou uma pesquisa de campo extensiva  alcançando  todos os estados brasileiros. A pesquisa de preços de acesso à internet levou em conta 840 amostras, apuradas junto a provedores regionais (P) e as grandes operadoras (I), e em todos os estados brasileiros. 

A Futurion pesquisou 77 diferentes velocidades, sendo a menor de 50 megabits por segundo e a maior,  1 GB  por segundo. O valor mínimo encontrado na pesquisa foi de R$ 49,50  por uma conexão de 50 megabits no Ceará; já o valor máximo encontrado foi de R$ 599  por uma conexão de 1 GB  por segundo em Goiás.

PUBLICIDADE

A partir dos dados obtidos, calculamos as médias por região e por estado e em cada uma das velocidades.  Alguns resultados são mostrados a seguir: 

Surpreendentemente, 4 das 7 médias mínimas se encontram no Nordeste. Nas demais velocidades, a menor média encontra-se no Sudeste e duas no Sul. No caso das médias máximas, conforme a tabela, 4 encontram-se no Norte e 3, no Centro-Oeste.

Nas médias de preço por estado, todas as médias mínimas  encontram-se no Nordeste, sendo 3 no Ceará. Nas médias de preço máximos por estado, 4 estão na Região Norte do País, sendo 3 delas no estado de  Rondônia, como se pode ver da tabela abaixo.

Quanto aos preços mínimos encontrados, todos eles estão no Nordeste, sendo 2 no Ceará e 2 no Piauí. Em relação aos valores máximos de preços apurados nos estados, 3 estão no Norte e 3, encontram-se no Centro Oeste. Desses, duas maiores velocidades estão no no Pará e duas em Goiás, conforme demonstrado a seguir:

Tantos os valores mínimos  quanto os valores máximos, são serviços fornecidos provedores regionais de internet (P). Os resultados encontrados mostram que há uma correlação muito forte entre preço, o poder aquisitivo da população e provavelmente custos envolvidos das empresas.

Na Região  Norte, os  preços mínimos médios foram destaque no Tocantins, com 6 dos 7 valores.  Em relação aos preços máximos, o Pará lidera, concentrando 4 dos 7 valores máximos pesquisados.

Na Região Nordeste, 3 das médias mínimas  estão no Ceará e 3 das médias máximas estão no Maranhão. Dos valores mínimos encontrados,  2 estão no Ceará; 2, em Alagoas; e 2 no Piauí.

No caso da região Região Centro-Oeste, 3 das 7 médias mínimas se encontram no estado de Goiás (onde se apurou 5 preços mínimos) e 6 da 7 médias máximas se encontram no Mato Grosso, com  5 valores mais altos. 

Na Região Sudeste, 5 das 7 médias mínimas encontram-se no estado do Rio de Janeiro e 5 das médias máximas, no estado de Minas Gerais. Em se tratando de preços, 4 dos 7 valores mínimos vão para Espírito Santo. Os preços máximos estão distribuídos entre todos os estados, embora Minas Gerais tenha 3 dos valores mais altos.

Por fim, na Região Sul, as médias mais baixas estão distribuídas entre os 3 estados.  Das médias mais altas, 4 delas estão no Paraná. E  5 valores mínimos estão no Rio Grande do Sul; já os valores máximos estão concentrados no Paraná, com 4 dos 7 valores.

O relatório com detalhes sobre a pesquisa pode ser obtido em https://futurion.com.br/#contato. www.futurion.com.br

  • Caio Bonilha – CEO Futurion Análise Empresarial

 

PUBLICIDADE
Anterior Feninfra defende reordenamento dos postes sem custos extras para teles
Próximos Telefónica lucra com reestruturação da Telxius nos últimos cinco anos