Para Vivendi, atual CEO da TIM Itália é solução provisória


Crédito: Divulgação. Telecom Italia. Vivendi
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O maior acionário da Telecom Itália (TIM), a Vivendi, enxerga o atual CEO da operadora, Luigi Gubitosi como “solução provisória”. O grupo francês voltou ao embate com os demais acionistas nas últimas semanas, após um período breve de trégua com o fundo Eliott.

Gubitosi, foi confrontado na última reunião com a investidora a respeito dos resultados recentes da companhia e projeto de venda de ativos. Ficou acordado a preparação de um novo plano de negócios para fevereiro. Nesta semana, a TIM Itália, que é dona da TIM Brasil, negou que já tivesse decidido vender ativos de rede na Itália.

Com a receita da operadora ainda decaindo de forma estável, Gubiotsi destacou os planos do conselho de vender ativos. Isso inclui sua rede de telefonia fixa. Em reunião do mês anterior o executivo havia proposto trazer novos investidores para a TIM, mas a Vivendi discordou, disposta a manter seu controle sobre a companhia.

O governo da Itália considera os ativos de rede da empresa estratégicos. O banco de investimento italiano CDP, controlado pelo Tesouro, detém uma fatia de 9,8% das ações da empresa, enquanto a Vivendi possui 24%. Ambos os acionistas apoiaram a ascensão de Gubitosi ao cargo de CEO em março deste ano. Porém, fontes revelaram à Agência Reuters que o conglomerado francês resiste à recondução do executivo para mais três anos à frente do conselho.

No início de 2021, o conselho da Telecom Itália decidiu lançar sua própria lista de indicados às cadeiras do conselho como possível forma de evitar instabilidades na governança da companhia. Como as ações da companhia são dominadas pela Vivendi, essa seria uma maneira de fugir da influência da francesa. (Com agência internacional)

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