Para Valente, uso pessoal de femtocélula deve entrar na pauta regulatória


Antonio Carlos Valente, o presidente da Telefônica Vivo, acredita que, em pouco tempo, o Brasil precisará regulamentar o uso de femtocélula por empresas que não operadoras de telecomunicações e pessoas, algo já praticado em outros países, mas proibido por aqui.

“Acho que pode ser uma solução interessante colocar cobertura indoor sob o comando de uma terceira entidade. Isso pode ser importante como modelo de negócio. Eu tenho uma dificuldade de cobertura na minha casa, vou ao supermercado, compro uma femtocélula, me conecto numa porta de banda larga e começo a ter uma solução de melhoria de sinal”, explica.

Para ele, empresas e governo terão que chegar a um divisor comum para a ampliação dos serviços de cobertura LTE. “Em termos de cobertura indoor para 4G, a gente vai passar por essa parte, não nos enganemos. E aí, quais os recursos que a gente pode usar? Só das empresas, já que não tem nada que a gente possa fazer e que esteja maximizando o resultado da cobertura indoor?”, questionou hoje (15), durante conversa com jornalistas durante a Futurecom 2014, evento sobre telecomunicações e TI que acontece em São Paulo.

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GVT e Concorrência

Valente voltou a comentar os benefícios que a aquisição da GVT pela Telefônica trarão para ambas as empresas. “O Amos [Genish, presidente da GVT] comentou a falta que ele sente de oferecer um serviço de telefonia móvel. Para nós, há sinergias em redes fora de São Paulo que vão permitir nos tornar um player competitivo em nível nacional”, falou.

A aquisição, se aprovada por Cade e Anatel, também vai aumentar a competitividade em TV por assinatura, onde o custo da contratação de conteúdo é proporcional ao volume. O executivo disse ainda que a Telefônica vem expandindo sua rede de fibra óptica, mas encontra riscos que o seu  principal concorrente de internet fixa banda larga não encontra.

“Como concessionários, temos a dificuldade que o operador líder não tem. E é a  discussão sobre reversibilidade de bens.  Se passou um bit de telefonia, então se acha que todo o  bem reversível. Isso, de certa maneira, traz uma insegurança jurídica para fazer investimentos. É um ponto que a gente tem que discutir com o regulador”, falou.

Paulo Bernardo, ministro das Comunicações, falou nesta semana, que o MiniCom quer rever com as concessionárias os contratos, flexibilizando a expansão de serviços.

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