Para especialistas, ISPs e redes devem agregar produto para incrementar receita


Leandro Airam, Gerente de Vendas Soluções e Projetos Especiais da WDC - Crédito: TV Síntese
Leandro Airam, Gerente de Vendas Soluções e Projetos Especiais da WDC – Crédito: TV Síntese

O painel de encerramento do Inovatic Sul, nesta terça, 5, abordou ideias e opiniões de especialistas para que ISPs e redes incrementem os negócios e houve um consenso de que uma solução é agregar produto. “Tem que deixar de ser um provedor de internet e ser um provedor de serviços”, frase de Leandro Airam, Gerente de Vendas Soluções e Projetos Especiais da WDC, definiu o debate.

“Na WDC, entendemos esse cenário e temos que inovar para ajudar os provedores a inovar também. Trazemos novas unidades de negócios para mostrar para o provedor que ele tem mais a oferecer ao cliente. O TaaS (technology as a service, ou  tecnologia como serviço) foi criado justamente para mudar, para se consumir tecnologia como serviço (hotel, música, comida)”, completou Airam.

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Ele deu sugestões. “Por que não colocar uma Alexa e agregar mais serviços residenciais, por exemplo? Ou colocar a segunda via de conta na Alexa, ou permitir que ela abra um chamado? Daí você transmite tranquilidade, e então chega e oferece uma câmera para o cliente comprar”, falou. “E por que não entregar também um kit de energia solar para o cliente? Daí você cria maior relacionamento e será mais difícil esse cliente sair de sua base”, continuou Airam.

“Há quem diga que futuramente a banda vai ser grátis e você vai cobrar pelo serviço”, completou.

Gustavo Stocco, Diretor e Fundador da Naxi, concordou com Leandro Airam. “Também acredito na ideia de pagar um serviço. Mas, por exemplo, a maioria escolhe SVA pelo benefício tributário. Isso gera desgaste. Daí o cliente vai para o site de reclamações”, disse.

“SVA tem o benefício tributário, mas tem que ser algo que o cliente utilize. Na Naxi, temos pensado em projetos que vão além do SVA comum.”

Orientação

Stocco falou sobre a oferta de 6GB que sua empresa coloca no mercado. “Estava aguardando Anatel e outras regulações,  para oferecer ao menos para 50% de nossos clientes. Quando lançamos o plano de 1000 mega, há 3 ou 4 anos,  também tivemos trabalho em vender tanta capacidade.” “Por isso, há uma equipe orientadora para explicar para cliente o que ele vai precisar para ter o serviço. O pessoal vai na casa do cliente e explica”, disse.

Airam apontou um novo problema do setor. “O relatório mais recente da Anatel diz que houve queda no número de acessos. É porque muita gente está desligando o acesso e procurando trabalho. O grande concorrente da banda larga é o cartão pré-pago, ao menos provisoriamente”, avalia.

Cadastro positivo

Com Alexandro Schuck, Presidente da InternetSul, como moderador, o painel teve também a participação de Humberto Bocayuva, Head de Marketing e Estratégia da Quod, empresa de inteligência de dados.

A Quod trabalha com o cadastro positivo. “Uma revolução silenciosa no Brasil”, disse Bocayuva. Com o cadastro positivo, explicou, a empresa pode ver todo o histórico financeiro do consumidor, se o atraso no pagamento de uma cota é pontual ou constante.

A empresa tem os 5 grandes bancos como acionistas. “As pessoas acham que prestamos serviços só para eles, mas atendemos qualquer tipo de empresa.” Segundo Bocayuva, a Quod opera desde 2019 e colocou foco também no mercado de telecom a partir de 2020.

“Atendemos grandes e menores operadoras. Fazemos serviços de análise de crédito, e aí é preciso muita eficiência, porque depois que a empresa instala o equipamento, o cliente precisa pagar. Outro serviço é de antifraude, uma checagem de endereço real, solução para evitar que uma pessoa transfira para um terceiro a conta.”

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