Para Claro, redes privativas são otimizadas pelas operadoras


A Claro está pronta para ofertar redes privadas à indústria, em condições mais favoráveis que a implantação de infraestrutura própria. “Mais que espectro, que é essencial, a operadora têm soluções que atendem às necessidades desse mercado”, disse a diretora Regulatória da companhia, Monique Barros, na live promovida pelo Tele.Síntese, nesta sexta-feira, 16.

“A nossa visão é de que as necessidades de redes privativas na verdade são demandas por soluções de tecnologia e as operadoras têm uma capacitação nessa relação, isso porque dominam as técnicas de uso de radiofrequências, têm infraestrutura de acesso, aquisição de devices e integração com outras empresas”, defendeu Monique. Ela entende a importância da criação de redes privadas, mas acredita que isso deve ser feito por meio de parcerias entre todos os agentes.

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Segundo a diretora da Claro, cada necessidade deve ser avaliada separadamente, se o que a indústria quer é baixa latência, se a demanda é por capacidade, por cobertura, mas com quantidade pequena de tráfego. “Isso tudo as prestadoras que já estão no mercado e que detêm uma gama maior não só de espectro, mas de infraestrutura podem trazer uma otimização mais interessante”, afirmou.

Monique disse que o caminho é procurar os desenvolvedores de soluções, de aplicações e as indústrias que demandam o serviço e a operadora de telecomunicações funcionar como um elo entre esses parceiros.

Mercado Secundário

Para a operadora, a regulamentação do mercado secundário de espectro trará novas oportunidades para o mercado e irá permitir, inclusive a reorganização de frequências. Mas observou que essa nova modalidade de ocupação do espectro não pode permitir que se faça “reserva de valor” com esse bem. “O importante é que novos serviços sejam prestados”, completou a executiva.

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