Para 4G avançar na América Latina, governos terão que eliminar barreiras, diz GSMA


A curva de crescimento dos acessos 4G na América Latina vem se desenvolvendo num ritmo mais lento do que a verificada na implantação das redes 3G, em decorrência de várias causas, como o preço dos terminais ainda elevado. Mas existea barreiras tributárias e regulatórias que impedem o avanço mais rápido do 4G, segundo avaliação da Associação GSMA, que realiza no Rio de Janeiro o primeiro encontro regional da América Latina, o Mobile 360 Series. Segundo comunicado divulgado pela entidade, “é preciso que os formuladores de políticas na região eliminem as barreiras à implantação da banda larga móvel, a fim de estimular os investimentos contínuos nas redes 3G e 4G”.

Hoje, segundo dados apresentados por Sebastian Cabello, diretor da GSMA na América Latina, os acesso 4G representam 2,4% das conexões móveis e a expectativa é chegar a 28% em 2020, com investimentos estimados de US$ 170 bilhões nos próximos seis anos tanto nas redes 3G como 4G. De 2009 a 2014, foram investidos nas redes 3G e 4G na região US$ 106 bilhões.

Na avaliação de Cabello, os motivos de a 4G caminhar lentamente também no Brasil se deve ao grande avanço das redes 3G, que já são quase 70% dos acessos. “Os avanços da 4G em relação à 3G são maior velocidade e maior qualidade. Mas com a 3G o usuário tem acesso a vários serviços de dados e aplicações”, comentou Amadeu Castro, diretor da GSMA no Brasil. Para ele, só com a queda contínua dos terminais o serviço vai se tornar mais atrativo para mais usuários. E um dos fatores que deverá influir na queda de preços é a oferta do 4G na frequência de 700 MHz. Além do Brasil, Chile e Argentina já fizeram leilão de licenças nessa faixa e Colômbia e Peru estão preparando sus licitações. “Isso vai dar mais escala, pois hoje os países da região adotam duas frequências diferentes”, esclareceu Cabello.

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GSMA 360 - Rio de Janeiro maio 2015
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