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Pandemia fez mercado de tablets encolher menos que o previsto

Queda foi de 3% em relação ao mesmo período do ano passado, quando a projeção inicial para o período era de 10% de retração
Rodrigo Okayama Pereira, Analista de mercado da IDC Brasil

No primeiro trimestre de 2020 foram vendidos 674.163 tablets no Brasil, queda de 3% no mercado em relação aos três primeiros meses do ano passado. Para o período, a consultoria IDC Brasil previa queda de 10%, mas a pandemia de covid-19 aumentou o consumo desse dispositivo.

Do total de unidades comercializadas de janeiro a março de 2020, 624.512 foram consumidas pelo varejo com queda de 4,7%. E, 49.651 pelo mercado corporativo, alta de 25,7% em comparação com o primeiro trimestre de 2019. A receita foi de R$ 444,4 milhões, alta de 1,1% e o ticket médio foi de R$ 659,13, aumento de 4,1%, em relação ao mesmo período do ano passado .

De acordo com a IDC Brasil, os índices refletem duas situações de alta demanda. A volta às aulas, em janeiro, com 34,8% das unidades vendidas, e o início da quarentena, em março, com 35,5%.

“Em janeiro, tradicionalmente há uma reposição de estoques esvaziados pela Black Friday e Natal. Este ano, o mercado, que já vinha acompanhando a evolução do novo coronavírus no mundo, se preparou para atender também a demanda provocada pelas medidas de distanciamento social”, diz Rodrigo Okayama Pereira, analista de mercado da IDC Brasil. Segundo ele, os projetos do governo e educação contribuíram para o crescimento das vendas de tablets no segmento corporativo.

O analista destaca também o modelo Device as a Service. “No início do isolamento social, empresas começaram a buscar serviços de aluguel de equipamentos para o período em que seus funcionários ficariam afastados do local de trabalho”, lembra Rodrigo. (Com assessoria de imprensa)

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