Pandemia derruba exportações de eletrônicos do Brasil


A pandemia de Covid-19 é creditada com principal fator pela Abinee, associação das fabricantes de eletroeletrônicos, para o tombo das exportações do setor em 2020. Os dados foram revelados hoje, 19, e mostram queda total de 20,5% nas vendas de eletroeletrônicos ao exterior, que somaram US$ 4,47 bilhões.

Houve retração de 20,3% nas exportações anuais de componentes, para US$ 1,97 bilhão. Na área de informática, a retração foi de 34,6%, para US$ 188,1 milhões. E no segmento de telecomunicações, as vendas atingiram US$ 251,2 milhões, queda de 14,4%.

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Na área de Telecomunicações, o resultado das exportações foi influenciado, principalmente, pelas quedas nas vendas de aparelhos de radiocomunicação (-62%) e de telefones celulares (-39%).

As exportações que vinham com tendência de queda herdada de 2019, mas a curva negativa se acentuou com a pandemia.

A Abinee vê, no entanto, luz no fim do túnel. Dezembro foi um mês bastante positivo, com alta de 6% nas exportações de eletroeletrônicos em relação a dezembro de 2019. Dispararam as vendas de equipamentos de informática, que aumentaram 77,8% devido ao fornecimento para o exterior de caixas eletrônicos. Em telecomunicações houve expansão de 33,6% em razão do aumento da procura por estações radiobase.

Importações

A importação de bens eletroeletrônicos também encolheu neste ano, como resultado do desaquecimento da economia. A retração foi de 6,9%, para US$ 29,86 bilhões. Os mercados de telecomunicações e informática, no entanto, navegaram em sentido contrário, registrando aumento das compras do exterior.

O segmento de Informática registrou importações de US$ 1,91 bilhão, alta de 3,2%. A área de Informática também apresentou crescimento no período (+3,2%), influenciada pela expansão de 15% nas compras externas de máquinas para processamento de dados, oitavo produto mais importado do setor eletroeletrônico no ano.

A área de Telecomunicações teve alta de 8,4% nas importações, que atingiram US$ 2,42 bilhões. Destacaram-se as compras de telefones celulares, que cresceram 31%, passando de US$ 491 milhões para US$ 642 milhões. Esses aparelhos ficaram na 11ª posição entre os produtos mais importados do setor e tiveram como principal origem a China, informa a Abinee.

No acumulado do ano de 2020, o déficit da balança comercial dos produtos elétricos e eletrônicos somou US$ 25,35 bilhões, 4% abaixo do registrado em 2019 (US$ 26,40 bilhões).

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