Otávio Azevedo e Fernando Magalhães saem do conselho da PT


A Portugal Telecom comunicou, nesta terça-feira (1º), as renúncias de Fernando Magalhães e Otávio Azevedo como integrantes não executivos do seu conselho de administração. Não houve explicações sobre o motivo da saída dos dois empresários brasileiros que representam a Oi na operadora portuguesa.

Nos jornais portugueses, no entanto, há especulações de que as renúncias decorreram das dificuldades que a operadora poderá enfrentar com os títulos da dívida da RioForte, holding ligada à família Espírito Santo que vencem em meados deste mês. O Banco Espírito Santo, ao final do processo de reestruturação da Oi, será o maior acionista individual da operadora, com cerca de 10% das ações. A PT comprou €897 milhões em papel comercial dessa empresa no período em que ela e a Oi estavam captando recursos para a nova companhia resultante da fusão das duas teles.

Depois do aumento de capital realizado em abril na Oi, a Portugal Telecom transformou-se no maior acionista individual da tele brasileira, com fatia de 32%. Para alguns analistas, a operadora portuguesa pode não receber o dinheiro aplicado no papel comercial da RioForte, ou receber apenas parte.

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Os analistas portugueses especulam que os executivos brasileiros quiseram se descolar dessa perspectiva de perdas, que traz também repercussão negativa para a reputação da operadora. Eles avaliam que as renúncias serviram para pressionar ainda mais as ações da companhia, que chegaram a cair até 10% na bolsa portuguesa logo na abertura de hoje.

Segundo os jornais portugueses, as ações da PT seguiam caindo a 7,4% para 2,478 euros e 19,2 milhões de títulos negociados. A PT desceu hoje ao mínimo de mais de 18 anos, nos 2,42 euros, dizem as publicações.

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