Operadoras vão ceder “mapa de calor” para todas as cidades com mais de 500 mil habitantes


As prefeituras que quiserem utilizar as informações anônimas dos telefones celulares como estratégia de prevenção ao coronavírus poderão ter os sistemas à disposição, mediante assinatura de termos de responsabilidade e cooperação técnica. Segundo o presidente-executivo do SindiTelebrasil, Marcos Ferrari, as operadoras decidiram ceder, sem ônus, as ferramentas para que os governos das cidades com mais de 500 mil habitantes, os estaduais – e até mesmo o governo federal, se assim o desejar – para que tenham acesso a essas informações.

Conforme o executivo, da forma como os dados estão disponíveis não há risco de quebra de sigilo pessoal, pois esses dados são fornecidos de maneira agregada, anônima e sob a forma de estatísticas das ERBs (estações radiobase), o que, segundo ele, impede até mesmo que as operadoras tenham informações detalhadas de seus clientes. “Mesmo assim, todos os interessados terão que assinar um termo de cooperação técnica e termo de responsabilidade”, afirmou.

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A cessão da plataforma para cidades mais populosas, explicou ele, se dá para permitir que se alcance a maioria da população brasileira no acompanhamento de seu deslocamento diário. O governo de São Paulo e a prefeitura do Rio de Janeiro foram os primeiros a fechar acordo com as operadoras para o uso dessas informações.

Campinas

Segundo Ferrari, a prefeitura de Campinas teve uma iniciativa pró-ativa no que se refere à liberação para a instalação de antenas de celular na cidade, autorizando a instalação emergencial dos sites, devido à pandemia, e estabelecendo o prazo de um ano para serem posteriormente regularizadas.

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