Operadoras propõem fim de remuneração de terceiros que violarem o Não Me Perturbe


A Anatel avisou às operadoras neste ano que o número de reclamações por chamadas indesejadas de telemarketing voltou a crescer, após a queda expressiva resultante da criação do projeto Não Me Perturbe. A iniciativa consiste em um cadastro de clientes que não querem ser incomodados com ligações das teles, mas, para integrantes da agência, começou a perder efetividade.

A Conexis Brasil Digital elaborou, então, uma proposta para reduzir novamente o número de chamadas indesejadas. A proposta foi entregue à agência na semana passada.

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Conforme a entidade – que reúne Algar, Claro, Oi, Sercomtel, Sky, TIM e Vivo -, os telefonemas de ofertas recebidos pelos consumidores cadastrados no Não Me Perturbe são originados por terceiros, e não pelos call centers das operadoras. Estes parceiros são comissionados e recorrem a bancos de dados próprios, além dos que são repassados pelas operadoras, para prospectar clientes.

Por isso, a ideia em pauta é estabelecer regras para que estes terceiros não sejam remunerados caso tenham sucesso na venda de planos a pessoas integrantes do Não Perturbe, explica José Bicalho, diretor de Regulação e Autorregulação da Conexis Brasil Digital, ao Tele.Síntese.

A proposta prevê também contratos que obriguem os parceiros a recorrer apenas aos números repassados pelas operadoras, evitando o uso de outras bases que não sejam integradas ao Não Me Perturbe.

Segundo Bicalho, as teles já trabalham na revisão do código de conduta de telemarketing, elaborado há apenas dois anos, e que foi o primeiro resultante da criação do Sistema de Autorregulação de Telecomunicações (SART). “A vantagem da autorregulação é que permite uma revisão mais ágil dos regulamentos, nos permite reavaliar apenas dois anos depois o que precisa ser melhorado”, afirmou.

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