Operadoras prometem cortar em 45% emissões de carbono até 2030


Foto: Projetado pelo Freepik
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A União Internacional de Telecomunicações (UIT), braço da ONU para o setor, a GSMA, entidade global das operadoras móveis, a GeSI (Global Enabling Sustainability Initiative) e a SBTi (Science Based Target Initiative) definiram juntas um padrão mundial para que empresas do setor de TICs possam reduzir suas emissões de carbono até 2030.

A data limite foi estipulada dentro do Acordo de Paris, em que os países se comprometeram, voluntariamente, a reduzir o ritmo de aumento da temperatura da Terra em 1,5ºC acima dos níveis pré-industriais.

Conforme a estimativa do grupo, operadoras e fornecedoras precisam cortar em 45% o tanto de gases do efeito estufa que produzem com seus equipamentos e redes entre 2020 e 2030.

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Tal meta é a primeira acordada e aprovada pelo SBTi, e foi definita no padrão ITU L.1470. O padrão, anunciado hoje, 27, pode ser subscrito por operadoras móveis, de rede fixa, provedores de internet e data centers. “Trata-se de um guia rumo a emissões zero para a indústria de TICs”, resume Houlin Zhao, secretário-geral da UIT.

Na prática, 29 operadoras, que detêm 30% dos acessos móveis do mundo, prometeram adotar o padrão, segundo a GSMA. Fazem parte do grupo América Móvil (dona da Claro no Brasil), AT&T, Deutsche Telekom, NTT DOCOMO, Orange, SK Telecom, T Mobile USA, Telefónica (dona da Telefônica Vivo), Verizon e Vodafone, para citar algumas. Mais empresas podem se juntar em breve, diz a UIT.

No Brasil, tanto a Claro, quanto a Telefônica, investem em iniciativas para geração de energia de fontes renováveis e limpas, com projetos bilionários de aportes em usinas solares e iniciativas de compensação de uso de carbono. Existe, porém, preocupação com as regras locais para o consumo de energia proveniente de geração distribuída, que podem mudar neste ano.

Os cálculos de redução variam conforme a aplicação dentro das empresas. Por exemplo, o guia da UIT prevê redução de 45% na emissão de gases pela fabricação de dispositivos móveis, mas de 37% na construção e funcionamento de redes móveis. Já nas redes fixas, a redução será de 55%, e nas redes corporativas, de 67%. O guia completo pode ser lido (em inglês) aqui.

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