Operadoras pedem flexibilização da neutralidade de rede na Europa


As operadoras reagiram à pressão de reguladores nacionais europeus para manutenção da neutralidade de rede e tratamento isonômico de dados. Ontem, após notícias de que as autoridades de Holanda e Eslovênia se posicionavam contra, entre outras coisas, o zero rating, as principais associações de operadoras de telefonia móvel, fixa e cabo emitiram uma nota pedindo flexibilização do conceito de neutralidade.

No comunicado, a Associação Europeia dos Operadores de Rede (Etno), a GSMA, a Associação Europeia de Comunicações a Cabo (Cable Europe) e a ONG Make The NetWork, formada por representantes da indústria de telecom, afirmaram: “Não é tecnologicamente eficiente, nem benéfico ao consumidor, que todo o tráfego seja tratado de forma igual”.

As associações ressaltam que, na internet de hoje, já há tratamento diferenciado para dados distintos. “A qualidade e confiabilidade da internet atual está baseada em gerenciamento de tráfego e roteamento inerentes à infraestrutura da rede”, dizem.

Por isso, o grupo pede que os reguladores europeus evitem regras intrusivas ou que tenham como base a definição de preços no varejo. E se dirigem diretamente aos órgãos que regulam o setor em cada país: “Regras divergentes em nível nacional devem ser evitadas, especialmente quando se ambiciona a criação de um mercado comum de dados”.

As operadoras aguardam a definição das regras de neutralidade para a União Europeia como um todo. A decisão, adiada em novembro, continua a ser debatida na Comissão e no Parlamento europeus. “Seria um paradoxo criar novas barreiras ao investimento em rede e capacidade de banda larga a partir de regras mal intencionadas”, acusa a nota.

PUBLICIDADE
Anterior Autoridade da Holanda multa operadoras por quebra da neutralidade
Próximos Em 2020, 250 milhões de veículos estarão conectados globalmente