Operadoras faturaram R$ 14 bi com tráfego de dados em 2020


As receitas operacionais da telefonia móvel sofreram queda nos dois primeiros trimestres de 2020 e apresentaram um início de recuperação no terceiro trimestre. A receita decorrente do tráfego de dados foi a maior dos últimos três anos, somando R$ 14,13 bilhões, mais que o triplo da receita decorrente dos serviços de voz, que totalizou R$ 4,08 bilhões.

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É o que mostra o Relatório de Acompanhamento do Setor de Telecomunicações – Telefonia Móvel referente a 2020, divulgado nesta segunda-feira, 19, pela Anatel.

O relatório avalia o desenvolvimento da telefonia móvel no Brasil a partir da análise das quatro maiores prestadoras do serviço, que representam 96,9% do total de acessos.

Guinada

Depois de cinco anos de queda, o número de linhas móveis no Brasil chegou a 234,07 milhões no final de 2020, com crescimento equivalente a 3,2% em relação a 2019.

Na avaliação da agência, a pandemia é uma das possíveis explicações para o crescimento da base móvel. Assim como pode justificar a demora na substituição dos acessos pré-pagos pelos pós-pagos. A expectativa da Anatel – baseada em tendência registrada nos últimos anos – era de que a maioria dos acessos fosse pós-paga já no início de 2020, o que só foi registrado no mês de setembro.

A Vivo manteve e ampliou a liderança no mercado, enquanto a Claro aumentou a vantagem como a segunda prestadora em acessos. A operara esteve próxima da TIM em acessos desde que assumiu o segundo lugar em Market share de acessos em 2017 (de 54,49 para 60,20 milhões de acessos). A TIM foi a prestadora  que perdeu a maior quantidade de acessos, de 54,45 para 51,43 milhões de acessos. A Oi foi a outra prestadora que registrou diminuição de clientes, perdendo uma pequena quantidade, cerca de 140 mil acessos. Em 2020, a Vivo liderava em 13 estados, a Claro em sete, a TIM em 4 e a Oi em três.

Já em relação a tecnologia, a publicação mostra que 81,74% de acessos da TIM usam o 4G. O percentual da Oi nessa tecnologia é de 73% dos acessos, enquanto a Claro era de 72,02% e o da Vivo, de 71,24%. Na outra ponta, a Oi detinha o maior percentual de acessos na tecnologia 2G, de 18,24%, seguida da Vivo, com 16,81%.

A densidade da telefonia móvel fechou o ano de 2020 em 97,20 acessos para cada grupo de 100 habitantes, aumento de 1,11% em relação ao exercício anterior. Todos os estados apresentaram aumento do indicador na comparação com 2019, à exceção de Goiás e Tocantins. As regiões Centro-Oeste (102,02) e Sudeste (105,71) possuíam, no final do exercício, densidade superior a 100, ou seja, mais que um acesso por habitante.

Em todas as Unidades da Federação o percentual de população coberta nas áreas urbanas era superior a 94%. As rodovias federais somavam 53.944 quilômetros no final do exercício e 46,4% deles – o equivalente a 25.030 mil quilômetros de malha viária – contavam com cobertura de tecnologia 3G ou 4G. Em quatro unidades da Federação, o atendimento alcançava mais de 80% das rodovias federais: São Paulo (91,6%), Distrito Federal (87,4%), Rio de Janeiro (85,1%) e Sergipe (83,1%).

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