Operadoras e indústria apontam soluções para equilibrar investimentos e remuneração


Um novo modelo de precificação de uso das redes, adoção de small cell, uso mais intenso da tecnologia LTE, adoção de equipamentos que usam mais de uma frequência foram algumas das opções apresentadas por executivos de operadoras e da indústria para solucionar a difícil equação de mais investimentos em rede versus rentabilidade. O tema, debatido nesta terça-feira (9) durante o 14ª edição da Futurecom, que acontece no Rio de Janeiro, não foi esgotado, mas foi considerado como “música” para o governo, que aposto no crescimento da banda larga no país.

Segundo o secretário de Telecomunicações, do Ministério das Comunicações, Maximiliano Martinhão, o governo tem feito sua parte para facilitar os investimentos, como licitação de espectro (2,5 GHz e 450 MHz), renúncia da ordem de R$ 6,2 bilhões para reduzir custos na construção de redes até 2016 e isenções a equipamentos. Ele acredita que a obrigação de compartilhamento de sites, que acontecerá com a aprovação do Plano Geral de Metas de Competição (PGMC), que deve acontecer ainda este ano, vai contribuir para dar mais eficiência aos investimentos.

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Já o presidente executivo da Portugal Telecom, Zeinal Bava, acredita que a inteligência agregada às redes passa a ser um diferencial competitivo e, nesse caso, o compartilhamento não deve ser adotado. Ele acredita que o equilíbrio entre investimentos e remuneração passa por criatividade e inovação, inclusive de inovação tarifária. Bava defende até uma parceria com as empresas over the top, “que surfam nas redes alheias a baixo custo”.

Para Paulo Cesar Teixeira, da Vivo/Telefônica, outra providência para manter o equilíbrio entre investimentos e remuneração é impedir a venda de planos ilimitados de dados. Rafael Steinhauser, da Qualcomm, as small cell são a grande promessa de amenizar o problema, enquanto João Pedro Flexa de Lima, da Huawei, defende redução do preço dos aparelhos 4G para facilitar a ampliação das redes LTE, muito mais eficientes. E Osvaldo Di Campli, da Alcatel-Lucent, afirma que é preciso mudar o modelo de negócios, apostando em soluções simples para o problema, como as small cells.

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