Operadoras divergem sobre leilão da faixa de 2,5 GHz, mas lutam unidas pelo dividendo digital.


As operadoras apresentaram nesta terça-feira (25) posições divergentes sobre a realização do leilão da faixa de 2,5 GHz, previsto para abril de 2012. No 28º Encontro Tele.Síntese, o representante da Claro defendeu a realização do leilão até antes do prazo estipulado, mesmo de forma onerosa, mas sugere que seja dada a opção para que usem outras frequências no atendimento das obrigações.

A Telefônica, por sua vez, até concorda com o leilão em 2012, mas desde que a aquisição se dê por cobertura e não por preço mínimo. Enquanto a TIM defende claramente o adiamento da licitação, alegando que a tecnologia não está madura e que faltam ainda muitos investimentos na rede 3G.

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Em um ponto, porém, há consenso. Todas querem a definição da destinação da faixa de 700 MHz , o dividendo digital, para os serviços móveis, antes do final da digitalização da TV aberta, previsto para 2016. O argumento das operadoras é de que muitos países estão antecipando a destinação da faixa e associando sua venda a de 2,5 GHz, para implantação da quarta geração da telefonia móvel. “Para implantar a 4G na faixa de 2,5 GHz, são necessários investimentos 4,5 vezes maior do que com o usa da de 700 MHz”, disse Marcos Bafutto, diretor de Regulamentação da Telefônica.

Para o diretor de Planejamento de Assuntos Corporativos da Claro, Christian Wickert, adiar o leilão da faixa de 2,5 GHz significa o Brasil ficar novamente atrás de outros países. E considera a possibilidade de atrelamento da faixa de 450 MHz na venda como uma forma de dizer que o país não quer que a rede 4G esteja implantada em 2014, ano da Copa do Mundo.

O diretor de Regulamentação da TIM, Carlos Franco, disse que soluções alternativas de banda larga móvel em alta velocidade, como wi-fi, podem suprir as necessidades do mundial. Ele afirma que a tecnologia 4G ainda não está madura e que os terminais são caros e têm problemas de compatibilidade com as tecnologias 2G e 3G.

Nenhum deles, entretanto, descarta a participação das operadoras no leilão, caso o prazo previsto seja confirmado.

 

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