Operadoras começam a bloquear celulares piratas na próxima semana


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As operadoras de telefonia móvel começam a testar, no dia 22 de fevereiro, o sistema de bloqueio de celulares irregulares. Nessa primeira fase, que ocorrerá no estado de Goiás e no Distrito Federal, será avaliada a eficácia do sistema.

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As teles foram obrigadas pela Anatel a ter uma ferramenta para bloquear o uso de celulares não homologados pela agência. A medida deverá afetar apenas celulares irregulares novos, que entrarem na rede a partir de 21 de fevereiro.

Embora seja um anseio de autoridades de segurança pública, as operadoras duvidam que o sistema tenha um grande efeito prático no furto de aparelhos ou no contrabando de dispositivos. O setor defende que sejam adotadas outras medidas para o combate ao mercado irregular, principalmente por parte dos fabricantes, como a adoção de sistemas que impeçam mudança ou clonagem do código de identificação (IMEI).

“Hoje, o aparelho roubado ou furtado somente possui valor no mercado paralelo porque a clonagem do IMEI é fácil. A manutenção dessas vulnerabilidades somente incentiva esse tipo de ação clandestina”, diz o SindiTelebrasil, sindicato das operadoras de telecomunicações.

A entidade aprova, no entanto, a identificação de aparelhos não homologados. Estes “devem ser retirados progressivamente do mercado, contribuindo para uma melhoria de qualidade no uso das redes e para o usuário final. Muitas vezes são aparelhos de baixa qualidade, que não foram submetidos a testes”, defende.

CEMI

O bloqueio de celulares no país não chega a se uma inovação. Desde o ano 2000 as empresas mantêm em funcionamento o Cadastro de Estações Móveis Impedidas (CEMI), banco de dados que registra o número de IMEI do celular bloqueado por furto, roubo ou extravio, impedindo que ele seja usado por outra pessoa.

No CEMI, o aparelho não consegue se conectar às rede celular, mas funciona sem problemas no WiFi. A novidade de 2018 é que, agora, os celulares importados e sem certificação da Anatel serão impedidos de funcionar no país. Os usuários receberão mensagens informando a irregularidade. (Com assessoria de imprensa)

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