Open banking atrai poucas instituições


Painel 2 - A disrupção do open banking | Credito: TEC Summit 2021
Painel 2 – A disrupção do open banking | Credito: TEC Summit 2021

A gerente de open banking do Banco do Brasil, Karen Machado, alertou para a baixa participação de instituições financeiras voluntárias no open banking brasileiro até agora. Durante o 5×5 Tec Summit, nesta quinta-feira, 9, a executiva clamou por adesão de mais players.

“Hoje vemos o desafio da adesão dos participantes. Há hoje 12 participantes obrigatórios e apenas seis voluntários”, afirmou Machado. “Os grandes bancos têm enorme volume de investimento para tecnologia. Talvez não seja tão fácil para que outras instituições entrem”, ponderou. Para que todo o potencial do open banking seja aproveitado, é importante que a adesão aumente.

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Outro ponto de obstáculo citado pela gerente do BB é a integração. Karen explica que o sistema financeiro aberto “não é uma dança que se dança sozinho”, mas “uma coreografia” com todos os participantes: “Nós passamos muito tempo fazendo ajustes bilaterais, pois não é plug and play. Estamos passando por uma fase de ajustes”, explicou.

Outros desafios

Durante painel no evento, Paulo Farias, head of financial services da Elastic, citou como desafios a segurança, a experiência do usuário, mas principalmente a integração com sistemas legados: “Nós precisamos explorar o ‘pré-sal da informação financeira’. O que tem de valor nas transações que executei no passado? Trazer isso para o presente é difícil”, afirmou.

Ulysses Pacheco, líder de vendas de finanças no time AWS Setor Público, enxerga como obstáculo oalto grau de tecnologia que precisa ser absorvida pelos novos membros.

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