Open 5g @campinas faz chamamento para novas empresas


Paulo Curado, Diretor de Inovação do CPQD - TV Sìntese
Paulo Curado, Diretor de Inovação do CPQD – TV Sìntese

O CPQD (Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações) fez um chamamento, nesta segunda, para que outras entidades participem do Open 5g @campinas, projeto que criou em parceria com a TIM e mais 5 membros fundadores. O pedido foi feito por Paulo Curado, Diretor de Inovação da instituição, durante sua participação no Smart Cities Mundi, organizado pelo Tele Síntese. O evento, online, terá ainda mais dois dias de duração.

Curado disse que a intenção é aproveitar as possibilidades do 5G. “A ideia é fazer com que o 5G não seja apenas mais uma tecnologia que dê velocidade, mas um instrumento para aumentar a qualidade de vida das pessoas em todas as formas.”

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Após apresentar um comparativo da nova tecnologia com as anteriores 1G, 2G, 3G e 4G, Curado falou que cada versão teve sua estrela, mas que dessa vez não há um astro. “No 5G, a tendência é que as estrelas sejam os ecossistemas. Não se consegue mais fazer nada sozinho”, pontuou.

“É aí que entra o Open 5G @campinas”, continuou, e definiu o projeto como uma “experiência colaborativa para pesquisa, desenvolvimento, experimentação e inovação, com foco em educação, saúde, indústria, cidades e agro”.

Inspiração

Segundo o Diretor de Inovação do CPQD, Campinas foi escolhida por ter 1,2 milhões de habitantes (Censo de 2020), ser o 10º PIB do Brasil e a 10ª melhor cidade para se fazer negócios no país. “O PIB (de Campinas) é equivalente ao de alguns países da América Latina, é um polo industrial e tem 16 instituições de ensino superior, incluindo Unicamp e PUC”, assinalou Curado.

Ele fez essa relação de vantagens da cidade do Estado de São Paulo escolhida porque disse que “a experiência em Campinas pode inspirar outras cidades e regiões.”

De acordo com Curado, foram estabelecidas cinco diretrizes para o projeto, e a principal é o foco nas demandas tanto de empresas como de sociedades civis e “não ter só dinheiro público no programa.”

Disse ainda que “a intenção é atrair, ao mesmo tempo, setor público, empresariado, atores de fomento, instituições, sociedades civis e outros habitats de inovação e informação”.

Poluição sonora

Ao final de sua apresentação, intitulada “Inovação aberta em 5g para soluções adequadas a cidades inteligentes”, Dourado foi questionado sobre a poluição sonora envolvendo o projeto.

Ao responder, aproveitou para mais um chamamento. “Campinas tem lei rígida sobre poluição sonora. O 5G pode habilitar múltiplos sensores, espalhados pela cidade toda. Um projeto interessante seria o monitoramento de tudo isso. Por isso pedimos para que empresas participem, contribuam. É uma demanda. A demanda dentro desse ambiente possibilita que outros atores cheguem com soluções para resolver.”

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